Como os M&Ms foram usados para detectar erros de logística em show de rock

Para os roqueiros jurássicos como eu , sabem que em meados da década de 1980, o Van Halen arrastava multidões a seus shows, não só pela qualidade de canções como dance the night awayJump mas também pela sua caprichada produção. Atuavam também como uma empresa em razão da gestão com que a banda geria seus negócios, em uma epóca com tecnologia inferior a de hoje. Um bom planejamento logístico era crucial para que tudo desse certo nos shows.Fazer pedidos extravagantes para os produtores de show, é coisa mais do que habitual no cenário musical, mas a banda usou um artifício bastante interessante e inteligente nas cláusulas do seu contrato.

Você verá seguir, como um planejamento logístico pode furar no descuido com detalhes.

Nas mais de cem apresentações realizadas em 1984, por exemplo, os equipamentos lotavam nove caminhões, além de exigir uma intrincada instalação elétrica, cujos detalhes eram esmiuçados em um complicadíssimo contrato de prestação de serviços.

Não bastasse isso, David Lee Roth, o vocalista da banda neste período áureo, era conhecido por suas excentricidades, tanto no palco, quanto fora dele. Uma delas, por exemplo, era exigir no camarim uma grande tigela cheia de M&Ms de todas as cores, exceto os marrons!

A cláusula 126 do contrato dizia algo como: “Não haverá M&Ms marrons nos bastidores, sob pena de cancelamento do show, com pagamento integral dos cachês”. O mistério daquilo que ajudou a criar a imagem de prima donna do showbiz que sempre acompanhou Lee Roth, é desvendado no livro Gente que Resolve (Saraiva, 2014), dos irmãos Chip e Dan Heath.

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Lee Roth estava longe de ser uma diva caprichosa. Ele era, isso sim, um gênio de planejamento e execução. A cláusula que bania os M&Ms marrons estava escondida entre centenas de outras especificações técnicas, determinando como a fiação deveria ser instalada de forma a suportar, com segurança, a enorme quantidade de luzes e efeitos, daquele que era o mais elaborado show da época.

Então, assim que chegava ao local do show, ele ia direto checar os M&Ms e, caso encontrasse algum marrom, concluía imediatamente que os organizadores não haviam lido o contrato e que, portanto, as instalações não haviam sido feitas conforme solicitado.

O livro dos irmãos Heath, cujo tema é a Tomada de Decisão, explica que uma das maiores dificuldades nestes processos é identificar os momentos nos quais decisões precisam ser tomadas.

Algumas destas decisões envolvem riscos altos demais para serem negligenciadas.

E como estava diretamente exposto a estes riscos, Lee Roth não queria ignorá-los, ao mesmo tempo em que não podia se dar ao luxo de rever pessoalmente cada detalhe.

Ele criou, então, seu peculiar sistema de alarme, capaz de detectar qualquer chance possível de desvio, sem que precisasse revirar palheiros inteiros em busca de uma agulha – que ninguém sabia se estava lá.

Será que esta criativa solução também não pode resolver algum problema que está tirando o seu sono?

Como você consegue criar um sistema de avisos que traz a resposta até você, sem que você precise se preocupar?

Pense nisto!

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