Você consegue vender uma moeda de 25 centavos por R$ 20,00?

Por: Brasílio Andrade Neto

Imagine que alguém lhe oferecesse esse desafio: ele lhe dá uma moeda de 25 centavos de dólar – como dizem por lá, um quarter – e quer que você a venda por R$ 20,00 ou mais. Não se trata de antiguidade, edição limitada nem nada desse tipo. É uma moeda comum.

Como você faria isso?

Parte das pessoas que estão na profissão de vendas diria que isso é impossível. Ou, pelo menos, impossível sem enganar o cliente, o que nunca é recomendável. Esses profissionais que se dizem vendedores só veem o produto como uma coisa: 25 centavos de dólar ou, vá lá, R$ 0,50. Não dá para vender por R$ 20.

Os vendedores de verdade veem o produto como um todo. Uma liga de metal resistente, finamente esculpida. Desenhada para ser manuseada facilmente entre os dedos humanos. Superfície brilhante. E as moedas com datas mais antigas podem possuir um toque de história, de nostalgia, de sentimento vintage.

Não dá para vender uma moeda de US$ 0,25 por R$ 20.

Mas você consegue vender uma baita palheta de guitarra de metal, decorada, por esse preço.

É o que uma empresa dos Estados Unidos está fazendo: pega moedas de 0,25, corta-as, dá um polimento e pronto: palhetas de guitarras que, segundo o fabricante, “tem contornos arredondados que não desgastam as cordas, e oferecem um som metalizado de altíssima qualidade para qualquer instrumento de corda. Ideal para gravações de canções mais íntimas e solos inspirados”.

O que esse fabricante faz é o livro-texto do bom vendedor: procurar um nicho bem específico de mercado, vender algo especial para ele, adicionar valor.

O problema é que o cliente olha e vê: 25 centavos de dólar. Objeções de preço são inevitáveis. Mas há respostas: se você alugar máquinas para cortar moedas vai gastar muito mais, centralizamos os desenhos da moeda por computador, processo de polimento único, participação de músicos dedicados na fabricação, e por aí vai.

Vamos tentar fazer a mesma proposta de outra maneira. Imagine que eu o desafio a vender um serviço ou produto com lucro potencial de 4.000%. Você aceitaria?

Certo, e como faria isso?

De repente, tudo parece mais fácil. Afinal, o possível cliente não está vendo ali, na sua mão, que o produto ou serviço custa só alguns centavos. Só cabe a você encontrar o nicho mais correto e adicionar valor de maneira competente.

Agora um exemplo mais comum. Pegue o seu mix de serviços/produtos. Qual o item com maior lucratividade?

Certamente, está longe de 4.000%.

Alguns vendedores têm medo de produtos assim. O “tá caro” instala-se em suas mentes e transmite-se, por palavras ou gestual, para os clientes. Ou às vezes nem se transmite, pois esse tipo de vendedor assume que aquele produto ou serviço não será fácil de vender, e pronto.

Mas, como você acabou de ver, não, não é difícil. Mesmo que a margem seja de 4.000%, é possível vender sem desconto. Encontre seu público e adicione valor.

Entenda nosso belíssimo sistema eleitoral

Nos próximos dias seremos assolados por uma campanha publicitária do PT, comandada pelo conselheiro João Santana, sobre o financiamento público das campanhas políticas. O mote será algo como "dinheiro privado é dinheiro sujo". O raciocínio é o seguinte: quando os partidos recebem doações de empresas privadas ou indivíduos, fica muito fácil que gente má desvie o dinheiro para atender a interesses partidários ou pessoais, comprar favores, enriquecer, reforçar posições de poder e outras coisinhas mais. Se o dinheiro for público, a farra acaba. Essa campanha será assinada pelo PT.

O projeto do financiamento público de campanhas teve a mecânica publicada no site da Câmara dos Deputados em 2005, não por acaso o ano do estouro do escândalo do mensalão. De lá tirei este trecho:

“A reforma política prevê o financiamento das campanhas eleitorais exclusivamente com dinheiro público. Doações de pessoas físicas e empresas são proibidas e sujeitas a punição. Em ano eleitoral, conforme a proposta, serão incluídos na Lei Orçamentária créditos adicionais para financiar campanhas eleitorais com valores equivalente ao número de eleitores do País. Os recursos serão multiplicados por R$ 7, tomando-se por referência o eleitorado existente em 31 de dezembro do ano anterior à elaboração da lei Orçamentária. Tomando como base um eleitorado de 115 milhões de pessoas, o valor destinado à campanha seria de R$ 805 milhões. O Tesouro Nacional depositará os recursos no Banco do Brasil, em conta especial à disposição do Tribunal Superior Eleitoral, até o dia 1º de maio do ano do pleito. Caberá ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fazer a distribuição dos recursos aos diretórios nacionais dos partidos políticos, dentro de dez dias, contados da data do depósito, obedecendo os seguintes critérios:

– 1%, dividido igualitariamente entre todos os partidos com estatutos registrados no TSEl;

– 14%, divididos igualitariamente entre os partidos e federações com representação na Câmara dos Deputados;

– 85%, divididos entre os partidos e federações, proporcionalmente ao número de representantes que elegeram na última eleição geral para a Câmara dos Deputados”.

Vamos fazer um exercício matemático simplório, só pra saber de quanto dinheiro eles estão falando hoje? Em 2012 tivemos 140.646.446 eleitores. É claro que aqueles R$ 7 de 2005 serão corrigidos, chutando baixo, para R$ 9,5. Teremos R$ 9,5 x 140 milhões= R$ 1.340.000.000 (um bilhão e trezentos e quarenta milhões de reais) compondo o tal fundo partidário para financiar as campanhas em ano eleitoral. Os 85% dessa bolada, divididos proporcionalmente aos votos, serão assim distribuídos (em R$ milhões):

PT: 206; PMDB: 182; PSDB: 124; PP: 103; DEM: 100; PR: 94; PSB: 80; PDT: 61; PTB: 51; PSC: 40; PSdoB: 35; PV: 33; PPS: 28; PRB: 19; PMN e PTdoB: 9; PSOL: 7; PHS, PRTB e PRP: 5; PTC e PSL: 2,3.

Esses são os valores que sairão do nosso bolso para financiar as campanhas políticas dos partidos, que assim juram que não vão buscar uma graninha extra com empresas e pessoas generosas interessadas em ajudar sem querer nada em troca. Não farão mais caixa dois, não beneficiarão quem os ajudou quando estiverem no poder… E assim acaba a corrupção. Simples, né? Como é que ninguém pensou nisso antes?

Texto de Luciano Pires http://portalcafebrasil.com.br/

Lojas online fazem caminho inverso e abrem lojas físicas

Em busca da ampliação de canais de venda e de maior aproximação com o consumidor, empresas que nasceram no meio digital inauguram espaços enfrentando desafios

As empresas online têm percebido que, apesar de terem nascido em um ambiente virtual, não estão restritas a ele. A diversificação de canais de venda é uma forma cada vez mais comum de ampliarem sua atuação e muitas estão abrindo suas próprias lojas ou buscando parcerias com outras marcas para abranger também a presença física. Esta tem sido uma forma de oferecer uma experiência diferenciada aos consumidores, se aproximando mais de cada um e até os ajudando na familiarização com o e-commerce.

Também pode representar uma alternativa na distribuição e entrega de produtos e uma forma certeira de estar onde o contato com o público é mais relevante para o negócio. Tudo isso sem perder a essência digital. Os desafios, no entanto, são muitos: transformar um conceito virtual em materiais e objetos físicos que passem a mensagem da marca, descobrir a dinâmica da venda física e integrar os meios online e offline.

Grandes companhias como Google e Amazon têm aumentado sua presença física e outras, como Groupon e Ebay, inauguraram unidades para testar as vantagens de novos canais. Assim como elas, diversas empresas online enxergam que precisam corresponder à multicanalidade dos clientes. “Os consumidores exigem e empurram às empresas à diversificação de canais. Com as marcas online, não é diferente”, avalia Maurício Salvador, presidente da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm).

Presença física diversificada
A Amazon já manifestou em diversos momentos a vontade de ter uma loja física e, este ano, fez uma parceria com a empresa brasileira Superfone para ter quiosques específicos do e-reader Kindle em shoppings de São Paulo. O Google também realizou uma parceria semelhante e montou um stand dentro da loja de eletrônicos PC World em Londres, focando na venda de notebooks com o sistema operacional Google Chrome. Ambas também têm serviços que oferecem armários próprios em determinadas localidades para onde compras feitas por usuários podem ser encaminhadas.


Isso permite que a entrega e o recebimento dos itens sejam mais dinâmicos e minimiza problemas logísticos. Apesar de não ser uma forma de comercialização, a iniciativa em prol da melhor distribuição de produtos é um indício dos investimentos das duas marcas em presença física. “Para muitas empresas é mais barato ter um ponto físico para o consumidor retirar os produtos, especialmente em lugares onde há muito fluxo. Não é à toa que o Google e a Amazon se movimentaram nesse sentido”, destaca Maurício Salvador.

O Groupon abriu efetivamente sua primeira loja física em Cingapura. A empresa disponibiliza a entrega e troca de aparelhos, mas oferece inúmeras outras opções, como a possibilidade de o cliente experimentar produtos à venda e de realizar buscas e fazer compras por meio de iPads. Além do site de compras coletivas, o eBay criou a The Bay Inspiration Shop em Nova York, que segue o conceito de presença física mas com vendas 100% digitais. Os produtos expostos trazem QR Codes que direcionam o comprador ao site para que efetuem o pedido e pagamento.

Confiança e contato mais próximo
A maneira como as unidades foram desenvolvidas reforça o fato de serem empresas de plataforma online, mas traz como vantagem o contato mais próximo do consumidor com a marca e com os produtos. “O showroom, que já é forte nos Estados Unidos e outros países, permite uma experimentação ao cliente e é uma forma de mostrar às pessoas que elas têm um local onde podem reclamar caso algo ocorra. Isso dá uma grande confiança para que se relacionem com a empresa”, analisa o presidente da ABComm.

Com o intuito de se aproximar do público e mostrar que a empresa é acessível e se comunica com as pessoas em todos os canais, o Hotel Urbano abriu duas lojas no Rio de Janeiro. A ideia veio da percepção de que o volume financeiro do mercado de turismo ainda é 90% offline e que, como a viagem é uma compra planejada, o consumidor exige mais segurança e contato pessoal.

As unidades não vendem diretamente por meio dos vendedores e servem principalmente para que o consumidor aprenda com eles sobre como escolher os pacotes que interessam e como efetuar o pagamento digitalmente. “Tentamos estar o mais perto possível dos clientes com o call center e outros canais, mas percebemos que muitos gostam da marca, mas têm dificuldade ou receio de comprar online. Na loja, eles acompanham o passo a passo do processo. A ideia é que a partir da primeira experiência, eles possam comprar sozinhos em casa”, explica Roberta Oliveira, Diretora de Marketing do Hotel Urbano, em entrevista ao portal.

Novas perspectivas
As dificuldades na criação e implementação da presença física foram inúmeras. A primeira foi como passar o conceito do Hotel Urbano para objetos e materiais físicos. Durante quatro meses, os profissionais envolvidos decidiram como seria a estrutura e o design do espaço e optaram por usar vidro e equipamentos de última geração para mostrar transparência e inovação tecnológica.

O longo processo de análise e de realização da obra já tem mostrado que o esforço valeu a pena. Logo que o local foi inaugurado, a agência de viagens percebeu que os clientes exigem uma personalização muito maior quando estão frente a frente com um atendente. “Isso está sendo interessante para revermos o nosso próprio portfólio. Queremos suprir as necessidades que temos percebido nos clientes”, conta Roberta Oliveira.

Graças à experiência positiva, a intenção é que o Hotel Urbano abra pelo menos 12 lojas este ano e que esteja presente em todas as capitais do país. Além da agência, outra empresa nacional online que tem investido em lojas físicas é o pet shop Meu Amigo Pet: a marca possui duas unidades próprias e três franquias, sendo duas ainda não inauguradas.

Oportunidades pouco exploradas
A decisão de apostar em um novo meio foi tomada depois de que Daniel Nepomuceno, CEO do Meu Amigo Pet, teve acesso a uma pesquisa da empresa Gouvêa de Souza, de que a terceira questão que leva o consumidor a ter mais confiança no e-commerce é a presença em unidades físicas. Outros pontos que influenciaram foi o maior poder de barganha junto aos fornecedores permitido pelo maior volume de compra em menor espaço de tempo e a percepção de que ainda não existia no Brasil nenhuma franquia de produtos para animais de estimação.

O estado de São Paulo foi escolhido para receber as unidades por ser o principal mercado do e-commerce. Além da capital, a marca focou em cidades menos populosas, como Presidente Prudente. “Muitas regiões ainda carecem de lojas especializadas nesse ramo e essa é uma oportunidade que temos para oferecer algo diferenciado”, opina Daniel Nepomuceno.

A integração entre os meios online e offline ainda está sendo implementada e é um dos principais desafios. Atualmente os clientes das lojas físicas têm descontos no e-commerce da marca caso não encontrem o que estão procurando na unidade que frequentam, mas as pessoas que compram no site ainda não podem realizar trocas nos espaços físicos. “Isso será possível em breve, mas ainda estamos viabilizando. O importante é que estamos evoluindo no mundo físico também”, avalia o CEO do Meu Amigo Pet.

Atuação alternativa
Mesmo as empresas que não têm condição financeira ou estrutura para abrirem unidades, podem recorrer a algumas alternativas para atuarem fisicamente. O clube de assinatura de sapatos e acessórios na internet Shoes4you, por exemplo, firmou parceria com a marca Pash e expõe seus produtos na loja do bairro do Jardins, em São Paulo. A unidade disponibiliza sapatilhas e sapatos de salto médio e alto e, a cada mês, as coleções são renovadas, assim como ocorre no site.

O motivo principal para a ampliação de canais foi a possibilidade divulgar e apresentar os produtos a quem não conhece a marca. “Isso faz muito sentido, especialmente para uma marca tão nova como a nossa, que surgiu em 2011, e com o nosso tipo de produto. O cliente pode experimentar um sapato e adquiri-lo na hora caso tenha gostado”, analisa Olivier Grinda, CEO da Shoes4you.

Além da loja da Pash, a Shoes4you pretende ampliar a parceria a outras marcas e chegar a 30 espaços físicos até o fim de 2013. “Queremos ter nossas próprias lojas, mas primeiro precisamos entender melhor o meio offline. Hoje não estamos preparados, mas achamos importante que isso ocorra mais para frente porque novos canais tornam a vida do consumidor mais prática e intensificam o contato dele com a marca”, destaca Olivier.

Por Ana Paula Hinz, do Mundo do Marketing | 17/04/2013

Importação de tomate chinês cresce 300%

FABIANO MAISONNAVE

TATIANA FREITAS

DE SÃO PAULO

O tomate também está escasso e caro para a indústria do molho e do ketchup. Para driblar a restrição e os preços, as empresas intensificaram as importações do fruto processado. E um dos principais fornecedores é uma região semidesértica da China, localizada a 3.000 quilômetros da zona portuária mais próxima.

A polpa de tomate chinesa viaja 65 dias para chegar a Goiás, polo da indústria nacional de molhos. Ainda assim, é 20% mais barata que a vendida por fornecedores locais, segundo os asiáticos.

As importações, prejudicadas em 2011 e em 2012 por uma quebra de safra na China, voltaram com força em 2013. No primeiro bimestre, as compras de tomates processados chineses subiram 304% ante igual período do ano passado, segundo o Ministério do Desenvolvimento.

O país asiático é o principal fornecedor do Brasil, ao responder por 42% do total de US$ 13,8 milhões importados neste ano -alta de 232%.

As indústrias compradoras estão principalmente em Goiás, mas também em São Paulo e no Nordeste. O percentual de polpa de tomate chinês nessas fábricas varia de pouco menos de 10% a até 70%.

Uma das principais importadoras é a Atlântica Foods, de São Paulo, que começou a trazer a polpa há quatro anos.

O empresário Vlamir Breternitz, da Atlântica, que visitou Xinjiang, disse que a colheita é quase totalmente mecanizada e que os fornecedores escolhidos cumprem requisitos internacionais e exportam para outros países.

Responsável pela comercialização, sua filha Lissandra afirma que, hoje, consegue vender a polpa de tomate chinesa numa fábrica de Goiás a um preço 20% menor do que o concorrente local.

"Outra vantagem é que o padrão de qualidade chinês é alto e não varia tanto", diz.

Na China, o tomate é plantado na semidesértica área em volta da cidade de Urumqi, em Xinjiang, no noroeste do país. Por causa do clima extremamente frio, a colheita só é feita durante 70 dias. Por outro lado, as temperaturas baixas facilitam a estocagem.

Sozinha, Xinjiang é a terceira maior produtora mundial de tomate, atrás apenas dos EUA e da Itália. A região registra uma produção anual média de 500 mil toneladas de derivados do produto, feita por 137 unidades de processamento, segundo o Ministério do Comércio chinês.

BAIXOS ESTOQUES

O pesquisador do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) João Paulo Deleo diz que a alta das importações é explicada pelo baixo nível dos estoques da polpa no país, após um ano de quebra de safra no Brasil, na China e nos EUA.

Segundo ele, o aumento das compras não tem relação com a forte alta do tomate de mesa, que é vendido nas feiras e nos supermercados.

Para produzir molhos e ketchups, cujo consumo cresce 16% ao ano no país, segundo estimativas do mercado, a indústria compra uma outra variedade, de cultivo rasteiro, o chamado tomate industrial.

Por estar em pleno desenvolvimento -a colheita começa em junho-, ainda não é possível saber se a atual escassez do tomate de mesa também afetará o industrial.

A expectativa é de recuperação. Segundo o Conselho Mundial dos Processadores de Tomate (WPTC), a produção brasileira de tomate industrial crescerá 30% neste ano, para 1,7 milhão de toneladas. A produção chinesa deve ficar em 4,5 milhões de toneladas, alta de 40%.

Polêmica Mercedes: Alemanha repudia ação e especialistas comentam

Especialistas e usuários de redes sociais levantam pontos positivos e negativos da ação que usa o hit “Passinho do Volante” para mostrar os benefícios do Novo Classe A ao público

Por Bruno Mello e Ana Paula Hinz | 04/04/2013

Um vídeo que apresenta um carro ao som de funk poderia passar despercebido, mas não se tratando da luxuosa Mercedes-Benz. Em pouco mais de 30 segundos, imagens publicadas ontem, dia 3, no Youtube, apresentam o Novo Classe A com o hit “Passinho do Volante”, do MC Federado e os Leleks ao fundo para mostrar os benefícios do carro. A escolha da trilha musical gerou polêmica nas redes sociais por se tratar de uma marca consumida por classes mais altas, especialmente, executivos. A repercussão aponta para dois lados: a criatividade e ousadia que representa essa iniciativa e o questionamento de se a ação está de fato alinhada à essência da marca.

http://youtu.be/skHkv7kMAv8

Nomeado “Novo Classe A. AAAAAA Lelek lek lek lek”, o filme desenvolvido pela ADBAT/TESLA foi criado para ser um viral e não será veiculado na televisão. Com isso, pretende atingir um público mais jovem e destacar o enfoque diferente em relação à versão antiga do veículo, que era voltado para a família. “O objetivo não é vender o carro, mas chamar a atenção para o lançamento, mostrando que a marca está com um posicionamento mais agressivo, jovem, audacioso e ousado, além de criar o burburinho nas redes sociais e fazer as pessoas terem interesse em entrar no hotsite”, destaca Marcel Dellabarba, Gerente deComunicação para a Imprensa da Mercedes-Benz, em entrevista ao Mundo do Marketing.

http://youtu.be/SH05w3qbNQE

Segundo fontes do Mundo do Marketing, porém, a iniciativa está gerando repercussão negativa na Alemanha. O Marketing da matriz repudiou a ação brasileira e afirma que essa comunicação não representa alinhamento com a marca. Em outros países, a divulgação do veículo segue os moldes tradicionais, como o comercial com o piloto Nico Rosberg veiculado nos Estados Unidos, que pode ser visto ao lado. “Estamos falando de uma marca que se chama Mercedes-Benz, com longa tradição de estilo, exclusivo, que vale o que vale justamente por não ser um carro acessível a todos. Isso é justamente o contrário da aura da marca, que é bacana justamente por não ser acessível”, analisa Jaime Troiano, CEO do Grupo Troiano, em entrevista ao portal.

Veículo voltado para um novopúblico?
O Novo Classe A é o único carro da marca vendido no Brasil abaixo de R$ 100 mil e, além de focar em um público mais novo, também dialoga com as classes emergentes que querem um carro esportivo com design e apelo diferenciados. A música escolhida tem sido tocada em rádios, festas e foi dançada até pelo velocista jamaicano Usain Bolt. “Apesar de não termos o objetivo de falar diretamente com o nosso cliente, sabemos que muitos deles vão a festas e escutam este tipo de música. Para eles, no entanto, vamos fazer uma campanha publicitária totalmente diferente com o mesmo perfil sofisticado da marca”, explica o Gerente de Comunicação para a Imprensa da Mercedes-Benz.

O posicionamento é visto por um outro ângulo por Jaime Troiano, que acredita que a marca precisa passar uma mesma mensagem de forma integrada em todas as plataformas em que está presente . “É preciso ser coerente. Achar que vai fazer algo no digital e outro diferente no offline é muito complicado porque a marca tem que gerar integração e não dispersão”, opina o especialista em branding, em entrevista ao portal.

Pedro Ivo Resende, Diretor Executivo da Riot, concorda e acredita que mesmo o público mais clássico poderá ser influenciado pela ação, já que na internet o conteúdo é compartilhado e passado adiante para o bem e para o mal. “Esta comunicação vai chegar tanto ao consumidor que compra o carro de R$ 100 mil quanto para o outro que compra um carro de R$ 400 mil. É bacana ver a empresa ir para um lado bem humorado e divertido, mas se você faz de uma maneira que não trabalha o lado aspiracional e não tem associação com a marca, isso pode ser prejudicial. Não adianta fazer o buzz pelo buzz”, pondera o Diretor Executivo, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Impacto nas vendas e a longo prazo
O impacto que a iniciativa gerará nas vendas ainda não tem como ser mensurado, mas a imagem pode não sofrer impactos negativos grandes a longo prazo por se tratar de uma iniciativa isolada e apenas para o ambiente virtual. “Acredito que é algo bem pontual e que pode não ter um efeito ruim no futuro, já que não apresenta nada antiético”, avalia Martha Gabriel, Diretora de Tecnologia da New Media Developers, em entrevista ao portal.

Por outro lado, a comunicação pode se destacar mais do que tantas outras e se tornar marcante não só em relação ao carro como em relação à marca de forma generalizada. “Por não ser uma marca de consumo forte, é natural que ela não faça tanto investimento em comunicação, o que significa que este vídeo do Classe A terá um residual muito forte”, afirma Pedro Ivo.

Nas redes sociais, Eco Moliterno, Head of Digital na Agência África, destacou que a ação “já é o viral da semana”, enquanto Eric Messa, Professor da Faculdade de Comunicação e Coordenador do Núcleo de Mídias Sociais da FAAAP/SP, levantou o questionamento: “A apropriação de memes populares tem a intenção exclusiva de gerar buzz, ou pretende apenas adequar-se ao "novo" perfil do seu público?”.

Negativo ou não, o fato é que a busca pela repercussão deu certo. Na fanpage do Mundo do Marketing, diversos usuários se manifestaram a favor e contra. O leitor Jack Bianchi opinou: "‘Essa coisa de falem mal, mas falem de mim’ nunca se aplicou a produtos premium”. Outro leitor, João Ricardo Rebouças destacou: “Todo mundo sabe da existência do carro. Funcionou. Os padrões da Mercedes são inquestionáveis, por isso, não afetará as vendas e promove uma aproximação da marca”.

Esses e outros comentários mostram que há uma divisão grande de opiniões. “É uma ação ousada e que gera polêmica por não abordar as características tradicionais da marca. A ousadia atinge um público que é mais atirado, mas o consumidor mais conservador pode se sentir incomodado”, aponta Martha Gabriel.

* Com reportagem de Bruno Garcia.

Comunicado Mercedes-Benz
A Mercedes-Benz nega que tenha ocorrido alguma crítica com relação ao vídeo viral “Mercedes-Benz Classe A Lek Lek Lek” por parte de sua matriz na Alemanha. Inclusive, a primeira apresentação do vídeo feita no lançamento do veículo para a imprensa automotiva contou com a presença do Diretor Mundial de Vendas da Mercedes-Benz, que veio ao Brasil prestigiar o lançamento.

Colaboradores Satisfeitos, Resultados Melhores

Uma organização chamada “Proporcionando Felicidade no Trabalho” fez grandes descobertas que foram realçadas num artigo do Wall Street Journal sobre satisfação dos colaboradores. O estudo descobriu que colaboradores satisfeitos têm produtividade 31% maior, aumentam as vendas em 37% e são 3 vezes mais criativos.

Embora a pesquisa não tenha chegado a esta conclusão é provável que o nível de presença também seja mais alto e o de ausência menor, quando colaboradores se sentem satisfeitos e realizados com o trabalho que desempenham.

A pesquisa identificou três principais fatores para a existência de colaboradores satisfeitos em uma organização: (1) As pessoas precisam gostar das tarefas que lhes são exigidas. (2) Precisam manter foco nas coisas que fazem melhor. (3) Precisam se orgulhar de seu empregador.

Com base nessa pesquisa, para elevar a produtividade é aconselhável conhecer e cuidar das forças e paixões dos colaboradores. Uma passagem da Bíblia, embora dirigida ao contexto agrário, se aplica a este caso: “Esforce-se para saber bem como suas ovelhas estão, dê cuidadosa atenção aos seus rebanhos" (Provérbios 27.23).

Tentar implementar os fatores acima seria bom começo. Mas podemos aprender como preencher essas necessidades de forma mais específica solicitando sugestões dos colaboradores ou realizando reuniões com pequenos grupos onde suas ideias sejam acolhidas e consideradas. Entretanto, sua satisfação deveria envolver mais que o desejo de melhorar a produtividade, mas estabelecer um ambiente de trabalho que gere satisfação.

E se os papéis se invertessem: os colaboradores e aqueles que se reportam a você assumem seu lugar, e você se reporta a eles? Como você gostaria de ser tratado? Que espécie de ambiente você gostaria que lhe proporcionassem? No discurso chamado, “O Sermão da Montanha”, Jesus disse a Seus seguidores: “Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam” (Mateus 7.12).

Geralmente presumimos que colaboradores são motivados basicamente por compensação financeira e benefícios palpáveis. Entretanto, colaboradores mais valiosos e que melhor contribuem e permanecerão contribuindo para o bem da empresa, são também os que demandam benefícios intangíveis, como satisfação, realização e reconhecimento pelo trabalho que fazem.

Milhares de anos atrás o rei Salomão fez esta observação em Eclesiastes 5.19: “E quando Deus concede riquezas e bens a alguém e o capacita a desfrutá-los, a aceitar a sua sorte e ser feliz em seu trabalho, isso é um presente de Deus”.

Por Rick Boxx

Questões para reflexão

1. Qual a sua definição de colaborador satisfeito?

2. Que fatores afetam ou determinam a satisfação em seu trabalho? Você gosta das tarefas que lhes pedem para fazer e lhe permitem focar no que faz melhor?

3. Você acredita que sua empresa ou organização está preocupada com a satisfação e bem-estar emocional de seus colaboradores?

4. Que acha da citação do rei Salomão sobre a habilidade de aceitar sua sorte na vida e apreciar seu trabalho como presente de Deus?

Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos: Provérbios 21.5; 22.29; 27.18; 28.19; Efésios 6.5-9; Colossenses 3.17,23.