Radar dedo-duro nas estradas multa 14 mil

Além da falta de licenciamento houve flagra de veículos roubados ou com pendências na Justiça

Os radares dedos-duros nas principais rodovias do Estado de São Paulo já flagraram 14,1 mil veículos sem licenciamento. Todos eles receberam multa de R$ 191,54 e sete pontos na CNH, Desse total, 8.380 (59,5%) foram apreendidos, segundo O Estado de S. Paulo. Os demais (5.720, ou 40,5% do total) não foram parados e, apesar de a legislação prever a apreensão do veículo, continuaram trafegando mesmo sem o licenciamento.

Os radares começaram a operar em 1º de dezembro do ano passado. Eles estão dispostos em 42 pontos de 24 estradas. Outros 61 devem ser instalados em carros da Polícia Rodoviária Estadual. A data para entrada em funcionamento ainda não foi divulgada.

Os chamados radares dedos-duros possuem leitura automática de placas – assim como os instalados para multar quem fura o rodízio na capital – e podem ainda detectar veículos roubados e com pendências judiciais.

O balanço aponta ainda que foram apreendidos 3.048 documentos de veículos em dezembro e outros 2.214 no mês atual.

Os dados relativos a pendências judiciais ou roubos não foram divulgados.

Sistema

Os radares funcionam da seguinte forma: a informação da placa é encaminhada por um sistema de rádio à base da polícia. Os números e letras são pesquisados num banco de dados que informa se o veículo está em situação irregular. Se ele estiver sem licenciamento, for fruto de roubo, furto ou dívida, um sinal visual e sonoro é emitido. Esse processo demora menos de um minuto. A partir do aviso, o policial pode fazer a abordagem do veículo na estrada.

[radar]

BIG BROTHER BRASIL pelos olhos de Luiz Fernando Veríssimo

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço…A décima primeira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil,… encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.

Dizem que em Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros,… todos, na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial.

Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE…

Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.

Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.

Eu gostaria de perguntar, se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.

Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse, que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?

São esses nossos exemplos de heróis?

Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros: profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados..

Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.

Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.

Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada, meses atrás pela própria Rede Globo.

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.

E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!

Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.

Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social: moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?

(Poderiam ser feitas mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)

Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.

Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa…, ler a Bíblia, orar, meditar, passear com os filhos, ir ao cinema…, estudar… , ouvir boa música…, cuidar das flores e jardins… , telefonar para um amigo… , visitar os avós… , pescar…, brincar com as crianças… , namorar… ou simplesmente dormir.

Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade.

Um abismo chama outro abismo.

O Exodo da internet do Egito

A internet Deixa o Egito

Confirmando o que alguns têm relatado esta noite: em uma ação sem precedentes na história da internet, o governo egípcio ordenou que provedores de internet encerrassem todas as conexões internacionais para a Internet. Críticas europeias, rotas asiáticas de fibra óptica através do Egito parecem ter sido afetados. Mas cada prestador do Egito, todas as empresas, bancos, Sala de Internet, website, embaixadas, escola e escritório do governo que contavam com estes provedores egípcio para a sua conectividade com a Internet está agora isolado do resto do mundo. Link para o Egito, a Vodafone / Raya, Telecom Egito, Etisalat Misr, e todos os seus clientes e parceiros são, no momento, fora do ar.

Às 22:34 UTC (00:34 hora local), Renesys observada a retirada simultânea de praticamente todas as rotas para as redes egípcio na tabela global de roteamento da Internet. Cerca de 3.500 rotas BGP individuais foram retiradas, não deixando caminhos válidos pelo qual o resto do mundo poderia continuar a troca de tráfego com provedores de internet do Egito serviço. Praticamente todos os endereços de internet do Egito são agora inacessíveis, em todo o mundo.

Esta é uma situação completamente diferente da manipulação de Internet modesto que teve lugar na Tunísia, onde rotas específicas foram bloqueadas, ou o Irã, onde a Internet ficou em um protocolo com taxa limitada projetado para fazer conexão com a Internet dolorosamente lento. As ações do governo egípcio limpou seu país no mapa global.

O que acontece quando você desconectar uma economia moderna e 80.000.000 pessoas da Internet? O que vai acontecer amanhã, nas ruas e nos mercados de crédito? Isso nunca aconteceu antes, e os desconhecidos que se amontoam. Vamos continuar a cavar o evento, e irá atualizar esta história à medida que aprendemos mais. Na sexta-feira amanhece no Cairo sob este apagão de comunicação sem precedentes, manter o povo egípcio em seus pensamentos.

Uma das poucas exceções muito a este bloco foi Noor Group (AS20928), que ainda tem 83 dos 83 percursos ao vivo para seus clientes egípcia, com o trânsito de entrada da Telecom Italia, como de costume. Por que Noor Grupo aparentemente não afetados pela ordem de remoção nacional? Desconhecido, neste ponto, mas observamos que o egípcio Stock Exchange ( www.egyptse.com ) ainda está vivo em um endereço Noor.

Seu DNS registros indicam que é normalmente acessível em 4 diferentes endereços IP, dos quais apenas um pertence a Noor. Internet diversidade caminho de trânsito é um sinal de um bom planejamento pela Bolsa de Valores de TI, e parece ter valido a pena neste caso. Será que o governo egípcio deixar Noor de pé para que os mercados podem abrir na próxima semana?

Comprei uma Dafra APACHE RTR 150.

Nada a reclamar sobre a moto muito pelo contrario, a moto é Show de bola, foi até indicada pela revista Duas Rodas como a Moto do ano em 2010

Nesse post aqui além de falar bem da minha nova aquisição quero falar mal da Dafra.

Falar mal não, na verdade quero deixar registrado aqui minha D E N U N C I A, pois me sinto lesado pela Dafra nas revisões periódicas que tenho que fazer em minha moto pra manter a garantia da mesma. Vejam, peguei minha moto no começo do ano, mais precisamente dia 4 (hoje dia em que escrevo este texto é dia 27/01/11) e hoje tive que leva-la para fazer a revisão dos 1000 km, pois moro a 35 km de distancia do meu trabalho por tanto ando por dia aproximadamente 70 km 15 dias de trabalho já se foi os 1000 km

Paguei por esta revisão R$77,00 e daqui a 22 dias terei que pagar R$ 151,00 pela revisão dos 3000 e daqui a 60 dias R$ 210,00 pela revisão dos 6000, ou seja R$438,00 Reais em 2 meses de uso eu acho um absurdo esses valores, isso é mais que o valor de duas prestações. A Dafra ta pegando pesado nesses valores de revisão e não vou nem entrar no mérito da questão se as peças da tal revisão foram mesmo trocadas prefiro acreditar que esta tudo bem e fazer cara de paisagem só me resta expor minha indignação aqui nesse meu pequeno espaço virtual.

Revoltado Cleoci Pinheiro

TRABALHAR, PRA QUE?

por Ed René Kivitz

Tem aquela dos três operários que tiveram que responder a um passante o que estavam fazendo. O primeiro disse, “Estou assentando tijolos”. O segundo, “Estou correndo atrás do leite das crianças”. E o terceiro foi bem mais longe, “Estou construindo uma catedral”.

Verdade que quanto mais abrangente a consciência a respeito do seu trabalho, mais dignidade e motivação você encontrará nas tarefas do dia-a-dia. A Bíblia conta a história de Jacó, que trabalhou 14 anos para o sogro em troca da autorização para casar com Raquel – vai ser apaixonado assim lá na Bíblia! O fato é que o Nietzsche tinha mesmo razão: “somente quem sabe o porque da vida é capaz de suportar-lhe o como”, ou se você preferir, somente quem sabe porque está trabalhando é capaz de suportar a rotina. Poderíamos ampliar essa idéia para, “quanto mais nobre a motivação, mais leve o trabalho”, ou “quanto maior a motivação, menor o sacrifício”, isto é, se você souber que levar duas toneladas de pedra até o alto da montanha salva a vida do seu filho, então, que venha a montanha.

O segredo é encontrar um significado para o trabalho. A atividade não pode ser um fim em si mesmo. Gosto de acreditar que trabalhar é cooperar com Deus para colocar ordem no caos – imagine como seria o mundo sem aqueles caras que limpam as galerias de esgoto (aliás, não precisa imaginar, basta observar São Paulo nas tardes de chuva forte deste verão). Trabalhar é cooperar com Deus para colocar ordem no caos, tornar o mundo habitável, mais justo, mais fraterno, mais solidário, isto é, o mais parecido possível com o paraíso. Utopia? Claro. Mas é bom que sejamos movidos por utopias. A alternativas são o niilismo, o cinismo, ou algo pior.

Gosto também de acreditar que o trabalho é uma experiência de autodesenvolvimento, coisa que disse o Vinícius, “o operário faz a coisa e a coisa faz o operário”. Trabalhar é expressar talento, canalizar aptidão de maneira útil, fazer algo que presta para um montão de gente, o que dá aquela maravilhosa sensação de “eu faço diferença”. Enquanto a gente vai transbordando para o mundo através do fruto do nosso trabalho, a gente vai se conhecendo, aprendendo a se dominar, se desenvolvendo emocional, intelectual e espiritualmente. Eu ficaria orgulhosíssimo de ouvir uma mulher dizer “meu marido melhorou muito desde que começou a trabalhar com o senhor, é mais paciente com os meninos e parou de beber”, ou então imagine aquela mãe cumprimentando você no dia da festa de fim de ano “doutor, obrigado, meu menino é outra pessoa desde que veio trabalhar no seu escritório”. O maior fruto do seu negócio é o tipo de gente que ele coloca na sociedade. Uma pergunta que sempre me faço é a seguinte, “o que esse cara aprendeu durante estes cinco anos que trabalha na minha equipe?” O camarada que trabalha no estoque ainda está lá, ou sua empresa facilitou uma formação técnica para ele? A menina que trabalhava na recepção ainda está lá, ou sua empresa ajudou que ela terminasse a faculdade? A faxineira já sabe ler? Seu motorista já mudou para uma casinha melhor? Seu engenheiro está mais equilibrado ou ainda está na mão de agiota? Enfim, você faz gente melhor, ou ganha dinheiro com elas? Você usa a coisa para ganhar pessoas, ou usa pessoas para conseguir as coisas? O trabalho que não me faz melhor não me serve. O ambiente profissional que não alavanca biografias ainda está aquém de seu potencial pleno de produtividade.

Filosofia à parte, o negócio é o seguinte: é negócio mesmo. Apesar da beleza dos conceitos trabalho e utopia, trabalho e justiça social, trabalho e desenvolvimento pessoal, no fundo, no fundo, a maioria trabalha mesmo é para ganhar dinheiro. Convenhamos que é muito difícil passar a tarde atrás de um guichê e na frente de uma fila interminável que se arrasta, e fazer isso acreditando que o mundo vai ficar melhor quando a fila acabar, ou que você vai embora pra casa mais gente do que quando assumiu o balcão. Fala a verdade, imagine você dando uns tapinhas no ombro dos caras que estão atravessando a garagem com uma geladeira pendurada no cinturão, “parabéns pessoal, o mundo vai ficar bem mais bonito quando vocês chegarem no décimo quarto andar”. E aquela reunião de planejamento? E os gringos que chegaram da matriz e querem saber os detalhes da projeção da variação cambial, o efeito de médio prazo na rentabilidade da operação, e por que a lata de ervilha do concorrente é oito centavos mais barata?

Outro dia eu conversava com o diretor comercial de uma multinacional que me dizia que, sendo bem honesto, ele trabalhava para ganhar dinheiro para o acionista e corria atrás das metas por causa do bônus do final do ano. A conclusão dele era que essa conversa que tenta dar uma dimensão nobre na selvageria das relações de mercado é tudo enganação, maquiagem, discurso para apaziguar consciência. Não me conformei com o veredicto. Mas me solidarizo com os camaradas que estão estressados pela correria atrás de resultados, entediados com intermináveis reuniões de blá-blá-blá, frustrados com a incompetência do chefe, desanimados porque chegaram na idade que limita sua ascensão na empresa e suas chances no mercado, ou que foram injustiçados por uma política interna da companhia decidida lá do outro lado do mundo.

Chegamos numa encruzilhada. Não podemos abrir mão da dimensão que alinha o trabalho e a vida profissional com nossos valores e crenças mais profundas. Mas não são raras as vezes quando não conseguimos enxergar qualquer relação entre o que fazemos durante a maior parte do nosso tempo acordado com aquilo que realmente importa. Depois de alguns anos conversando com pessoas que chegaram nesse impasse, cheguei a algumas conclusões.

Uma delas é que o significado do trabalho e da atividade profissional não está necessariamente na atividade essencial que o define. O significado do trabalho não está necessariamente em atender a fila, redigir uma petição, planejar o lançamento de um novo produto, efetuar um implante dentário ou mudar a geladeira de uma cozinha para outra. Evidentemente, o mundo seria um caos se essas e milhões de outras coisas não fossem feitas. Mas o segredo não está necessariamente na atividade. É claro que algumas pessoas conseguem ver suas atividades e as ações que definem a essência de seu trabalho como um fim em si mesmas. Mas se não é o seu caso, nem tudo está perdido, pois o segredo não está no que você faz. Existem outros alicerces para que seu trabalho seja uma fonte de satisfação e seja redimensionado para significados perenes. Você deve focalizar não apenas o que você faz, mas também e principalmente como você faz, o ambiente onde você faz, as pessoas com quem você faz, as recompensas que você alcança depois que faz.

É possível que o camarada chegue em casa quebrado e diga pra esposa que passou o dia todo carregando caminhão. Mas também é possível que chegue em casa e diga que enquanto carregava caminhão pôde conversar com o Carlão, “que tá de cabeça cheia e ficou dois dias no bar, e eu falei pra ele sair dessa vida”. É possível que a mulher chegue em casa exausta e resmungando daquelas velhinhas que demoram 20 minutos para pagar uma conta de luz e nunca ouviram falar em débito automático. Mas também pode chegar em casa e contar que a filha da Ritinha tá grávida e o marido desempregado, e que ela chamou tomou mundo pro almoço do sábado, “já que os meninos tão viajando mesmo, a gente pode fazer um agrado pra Ritinha que ajudou muito a gente quando sua mãe tava no hospital”.

Imagine como fica diferente quando o seu Pedro chega no fim de semana e diz que estas duas horas a mais que ele trabalhou por dia no táxi valeram a pena e que vai dar pra fazer a festinha de um ano do netinho. Ou então quando o Paulo Roberto desabafa com o pai dizendo que a empresa não remunera tão bem, mas que a chance de fazer o MBA e a oportunidade de trabalhar com o Dr. Agenor são impagáveis.

Então, a coisa é a seguinte. De vez em quando você tem certeza que está construindo uma catedral, outras vezes está apenas assentando tijolos, e na maioria das vezes está defendendo o leite das crianças e uma aposentadoria confortável. Mas qualquer que seja sua atividade profissional e seu ambiente de trabalho, sempre é possível fazer as coisas com integridade e qualidade, expressar talentos e canalizar capacidades de maneira útil visando a beneficiar o maior número possível de pessoas, cultivar bons e agradáveis relacionamentos, praticar a camaradagem e desenvolver amizades profundas e duradouras, aprender alguma coisa, crescer como gente e se aperfeiçoar como profissional, somar recursos e amealhar riquezas que poderão ser desfrutadas e compartilhadas. Basta levantar os olhos dos fatos e das atividades tangíveis e visíveis, pois como Einstein fez questão de registrar no aforismo afixado na parede de seu gabinete, “nem tudo que conta, pode ser contado, e nem tudo que pode ser contado, conta”.

Comício em beco estreito

"Pra se fazer um comício
Em tempo de eleição
Não carece de arrodei
Nem dinheiro muito não
Basta um F-4000
Ou qualquer mei caminhão
Entalado em beco estreito
E um bandeirado má feito
Cruzando em dez posição.

Um locutor tabacudo
De converseiro comprido
Uns alto-falante rouco
Que espalhe o alarido
Microfone com flanela
Ou vermelha ou amarela
Conforme a cor do partido.

Uma ganbiarra véa
Banguela no acender
Quatro faixa de bramante
Escrito qualquer dizer
Dois pistom e um taró
Pode até ficar melhor
Uma torcida pra torcer

Aí é subir pra riba
Meia dúzia de corruto
Quatro babão, cinco puta
Uns oito capanga bruto
E acunhar na promessa
E a pisadinha é essa:
Três promessa por minuto.

Anunciar a chegança
Do corruto ganhador
Pedir o "V" da vitória
Dos dedo dos eleitor
E mandar que os vira-lata
Do bojo da passeata
Traga o home no andor.

Protegendo o monossílabo
De dedada e beliscão
A cavalo na cacunda
Chega o dono da eleição
Faz boca de fechecler
E nesse qué-ré-qué-qué
Vez por outra um foguetão.

Com voz de vento encanado
Com os viva dos babão
É só dizer que é mentira
Sua fama de ladrão
Falar dos roubo dos home
E tá ganha a eleição.

E terminada a campanha
Faturada a votação
Foda-se povo, pistom
Foda-se caminhão
Promessa, meta e programa…
É só mergulhar na Brahma
E curtir a posição.

Sendo um cabra despachudo
De politiquice quente
Batedorzão de carteira
Vigaristão competente
É só mandar pros otário
A foto num calendário
Bem família, bem decente:

Ele, um diabo sério, honrado
Ela, uma diaba influente
Bem vestido e bem posado
Até parecendo gente
Carregando a tiracolo
Sem pose, sem protocolo
Um diabozinho inocente".

Grande Jessier Quirino, com seu COMÍCIO DE BECO ESTREITO trecho do podcast A Palavra degradada de Luciano Pires