As verdadeiras mulheres ricas

Grandes compradoras das semanas de moda investem em média dois milhões de reais por ano para abastecer as araras de suas lojas multimarca

Roni Filgueiras, de

Esqueça Val Marchiori, Brunete Fraccaroli, Narcisa Tamborindeguy, Débora Rodrigues e Lydia Sayeg. As mulheres ricas desta reportagem só não matam de inveja as protagonistas do desvairado reality show da Band porque trabalham, e muito. Fazem business pesado.

Picida Fiuza, Bebel e Tereza Tinoco, Rita Bomfim, Juana Ferreira e Michelle Jamur são clientes vips das feiras de moda carioca, o Fashion Rio e Senac Rio Fashion Business, que movimentaram a cena carioca esta semana. São empresárias que investem em média R$ 2 milhões anuais para abastecer suas lojas multimarcas espalhadas pelo país.

Elas fazem parte de um grupo seleto. A organização do SRFB lista cerca de mil empresárias, que ganham passagem aérea, transfer e hospedagem na cidade para visitar seus expositores. A FR oferece os mesmos benefícios para cerca de cem lojistas. O investimento se justifica.

Na edição de verão passada, o SRFB fechou R$ 750 milhões em vendas nos cinco dias de seu salão de negócios. Já a plataforma do FR gerou R$ 743 milhões, um aumento de cerca de 20% em relação à edição de verão 2010. Uma vez na cidade, elas aproveitam para checar os dois salões, sem crise de consciência ou de fidelidade. E, também, é óbvio, para fazer umas comprinhas, porque ninguém é de ferro.

A fórmula para o sucesso entre essas empresárias está na pesquisa constante (o que exige viagens ao exterior e às feiras de moda do calendário nacional) e investimento em gestão para desenvolver os negócios, capacitando funcionários. E ainda em investimentos em tecnologia e novas plataformas de comunicação. E o mais importante, estreitar o relacionamento com clientes.

A brasileira, dizem em coro, gosta de ser bajulada. Cappuccino, espumante, petit fours, cup cakes, entrega feita por motorista em casa, serviços de costureiras 24 horas são alguns dos mimos oferecidos por dez em cada dez multimarcas.

Em Tatuí, uma serva de Deus que adora Lanvin

A empresária Picida Fiuza

A empresária Picida Fiuza, dona da multimarca que leva seu nome, dedica-se a satisfazer os desejos terrenos das loucas por grifes de Tatuí, a 140 quilômetros de São Paulo. Agora, planeja conquistar o reino dos céus.

"Estudo a Bíblia há 20 anos como Testemunha de Jeová”, conta. “Vou me batizar e fazer o serviço de campo em no máximo um ano", planeja.

Se o Diabo veste Prada, a serva de Deus elege Lanvin como estilista icônico. E acrescenta ao look acessórios Balenciaga, Louis Vuitton e Chanel, a preferida.

Picida não aparenta seus 54 anos. Formada em Artes Industriais e Educação Artística, com 1,68m, 60Kg, morena, ela se casou aos 20 anos com o médico Celso. Foi ele que bancou o que achava ser uma extravagância da mulher, apaixonada por moda desde criancinha. Um sonho que se mostrou lucrativo.

Fundada há 25 anos, a multimarcas Picida tem um cadastro de 500 clientes, da avó à netinha, que deixam anualmente no caixa da loja de mil metros quadrados de R$ 50 mil a R$ 120 mil. Tatuí tem apenas 110 mil habitantes, mas o luxo da Picida extrapola fronteiras do rico interior paulista e atrai consumidoras de Itapetininga, Tietê, Cerquilho e Sorocaba. "Temos clientes até em São Paulo", orgulha-se Picida. A loja, projetada pelo badalado arquiteto Artur Casas, ocupa um prédio de cinco andares (cerca de mil metros quadrados).

Enquanto Picida quer cada vez mais se dedicar a Deus, Celso Fiuza, o herdeiro, mais conhecido como Celsinho, aplica sua expertise de administrador, formado pela PUC SP, e MBA em Gestão pela Faap, para expandir o reino das criancinhas. "Estamos abrindo uma linha kids, e aprimorando o know how", diz. "A moda aqui em casa está na veia", diz.

Malhação para o corpo e oração para garantir as vendas

A empresária Rita Bonfim, da paraibana Quarto de Vestir: colete de pele, ‘sem medo de ser feliz’

Moda que vem de berço também é o caso de Rita Bomfim (assim mesmo, com “m” antes do “f”, da boutique Cabine de Vestir, de João Pessoa.

Sempre de salto alto, de preferência um modelo Charlotte Olympia (um par assinado pela filha da ex-top carioca Andrea Dellal pode sair por 12 mil reais), Rita administra a loja de 300 metros quadrados, juntamente com a mãe, Valdenice, a Val Bomfim , que ergueu o endereço há 20 anos na capital paraibana.

Rita e Val levam a extremos o esforço para agradar as frequentadoras da Cabine de vestir. Se a cliente não se anima a experimentar um look, uma funcionária o faz por ela.

“Nossa gerente veste a roupa e desfila para a cliente”, conta Rita, que há 12 anos escolhe as peças que vestem uma misteriosa compradora. As peças são enviadas à casa da cliente por motorista particular. “Eu nunca a vi, nem sei sua altura, mas ela confia em mim e sabe que eu acerto”.

Rita acorda às 6h, malha três vezes por semana e às 9h já está atrás do balcão. "A primeira coisa que faço antes de entrar na loja é entregá-la a Deus", diz a bonita evangélica, de 33 anos, mãe de dois filhos e prestes a se casar pela segunda vez com o empresário Fábio Lummertz.

Com 200 pares de sapatos em seu closet, Rita faz o estilo básica. Bem diferente de suas clientes. "As mulheres aqui de João Pessoa usam colete de pele, sem medo de ser feliz".

‘Brasileira gosta de ser tratada como rainha’

As empresárias Tereza e Bebel Tinoco, da loja Tereza Tinoco, de Natal: clientes tratadas ‘como rainhas’

Dona de multimarca já entendeu que se relacionar de forma personalizada faz toda a diferença… no faturamento. E se desdobra em papéis como psicanalista, melhor amiga e consultora de moda.

“A brasileira gosta de ser tratada como rainha. Se ela achou que não recebeu atenção, sai chateada”, conta Maria Isabel Tinoco Souto Filgueira Barreto, a Bebel, da loja Tereza Tinoco, de Natal.

A arquiteta Bebel, 29 anos, está dividindo a gestão com a mãe Tereza, na capital potiguar. Bebel morou em Londres e Florença, cursou MBA em Gestão Empresarial, na Fundação Getúlio Vargas, e já pensa em criar uma marca própria.

“Já desenhei umas pecinhas”, conta ela que costuma atender pessoalmente as cerca de 700 clientes cadastradas. Algumas vão diariamente ao endereço, que completa 16 anos em 2012, e chegam a comprar R$ 30 mil numa única visita

Sapatos de dez mil euros, e vida simples

Juana Ferreira, 32 anos, sócia da mãe na Magrella, de Brasília: vendedoras treinadas com especialista em luxo

Há 42 anos a Magrella é um dos endereços preferidos das poderosas do Planalto Central. O ambiente impressiona. São três andares, num total de 1.500 metros quadrados, no Lago Sul, bairro nobre de Brasília. Mas o segredo do sucesso é a devoção com que Juana Ferreira, 32 anos, e sua mãe-sócia Cleuza desempenham a tarefa de mimar suas frequentadoras.

“Nossa cliente exige tratamento premium e compra por causa disso”, atesta a herdeira Juana, que paga para suas vendedoras treinamento com o consultor Carlos Ferreirinha, ex-presidente da Louis Vuitton no Brasil.

O resultado desse comércio com alto valor agregado é um gasto médio per capita de R$ 100 mil mensais. Mas há as que compram num só dia R$ 130 mil. “Tenho cliente que abre a loja todos os dias conosco”.

Juana confessa que já foi “consumista enlouquecida”. Não sabe ao certo quantas bolsas tem. Os cuidados de beleza (salão e dermatologista) batem os R$ 5 mil mensais. As roupas comprometem de R$ 15 a R$ 20 mil no mês. Já os 10 sapatos Valentino, Jimmy Choo, Louboutin, Charlotte Olympia e Gucci são adquiridos por até 10 mil euros, em viagens de negócios na Europa, onde costuma assistir aos desfiles de alta-costura. Depois de seis meses de uso, os modelos são descartados e distribuídos entre as vendedoras da loja.

A empresária é mãe de um casal e está em seu segundo casamento com um policial da Divisão de Operações Especiais. Ela conta que já ficou muitas noites insone por causa dele. “Hoje sou mais tranquila, meu marido não faz mais plantão nem tocaia, deixou de trabalhar em homicídios e nos sequestros”. O contraste entre a vida dos dois é evidente, mas segundo ela, não cria problemas. “Apesar de viver no glamour, no luxo, me hospedando nos melhores hotéis, em casa sou simples”.

‘Pagamos um preço alto pelo sucesso’

A empresária Michelle Jamur, sócia da Namix, de Curitiba: trabalho mesmo durante as férias

Incansáveis, mesmo de férias, essas empreendedoras estão sempre alertas quando o assunto é duplicar os lucros.

“Somos bem-sucedidas porque pesquisamos. Encontrei aqui em Trancoso quatro estilistas iniciantes fantásticas”, conta a empresária Michelle Jamur, 37 anos, sócia da Namix, lojas multimarcas de Curitiba.

Formada em Administração e Relações Públicas, com pós em Marketing, Michelle há dez anos resolveu passar de pedra a vidraça.

“De tanto consumir, eu e minha sócia, Cláudia Leal, decidimos fazer disso um negócio”, lembra ela que contou com o patrocínio da família para abrir seu negócio.

Michelle confirma a máxima de que “é dificil ser empresária no Brasil. Minha cliente quer exclusividade, bom atendimento e consultoria”. Suas compradoras são formadas em moda, o que facilita o atendimento à clientela que gasta em média por estação de R$ 50 mil a R$ 100 mil.

Ela já colocou na mala modelos de Juliana Jabour, Filhas de Gaia, Chanel, Cavalli para conferir, em outubro, uma feira de tecnologia na China. Mas não pense o leitor que tudo são flores para elas. “Pagamos um preço alto pelo sucesso. O homem brasileiro ainda não assimilou a independência da mulher”, reclama da solidão, por ora trocada por um novo namorado.

Deus ?

“Para de ficar rezando e batendo o peito! O que eu quero que faças é

que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida.

Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que

Eu fiz para ti.

Para de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo

construíste e que acreditas ser a minha casa.

Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas

praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.

Para de me culpar da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há

algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade

fosse algo mau.

O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu

amor, teu êxtase, tua alegria. Assim, não me culpes por tudo

o que te fizeram crer.

Para de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver

comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem,

no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho… Não me

encontrarás em nenhum livro!

Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho?

Para de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem

me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor.

Pára de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz… Eu te

enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos,

de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso te

culpar se respondes a algo que eu pus em ti?

Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez? Crês

que eu poderia criar um lugar para queimar

a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da

eternidade? Que tipo de Deus pode fazer isso?

Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são

artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em

ti.

Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti. A única

coisa que te peço é que prestes atenção à tua vida, que teu estado de

alerta seja teu guia.

Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho,

nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso.

Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas.

Eu te fiz absolutamente livre. Não há prêmios nem castigos. Não há

pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar.

Ninguém leva um registro.

Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.

Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um

conselho. Vive como se não o houvesse.

Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de

existir. Assim, se não há nada,

terás aproveitado da oportunidade que te dei.

E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste

comportado ou não. Eu vou te perguntar se tu gostaste,

se te divertiste… Do que mais gostaste? O que aprendeste?

Para de crer em mim – crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero

que acredites em mim. Quero que me sintas em ti.

Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas

tua filhinha, quando acaricias

teu cachorro, quando tomas banho no mar.

Para de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu

seja? Me aborrece que me louvem. Me cansa que agradeçam.

Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas

relações, do mundo.

Te sentes olhado, surpreendido?… Expressa tua alegria! Esse é o

jeito de me louvar.

Para de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te

ensinaram sobre mim. A única certeza é que tu estás aqui,

que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas. Para que

precisas de mais milagres?

Para que tantas explicações?

Não me procures fora!

Não me acharás.

Procura-me dentro… aí é que

estou, batendo em ti!!!

Minha oração para 2012

Faço minhas as palavra recebidas de Miguel Herrera e Rolando Körber que dizem:

Pai Santo, eu sei muito bem que o Senhor é Eterno, não está sujeito ao tempo como nós. Mas sei também que a Sua Palavra ensina que foi o Senhor quem criou os tempos e as estações, assim como foi o Senhor quem criou este espaço e tempo e neles nos colocou para viver. Assim, o Senhor conhece muito bem como é relevante para nós identificar etapas, estabelecer recomeços. Pai bondoso, ao olhar para trás neste fim do ano de 2011, quero expressar minha gratidão não apenas pelas coisas que me agradaram (e não foram poucas), ou pelas lutas e obstáculos que me fortaleceram e ensinaram, mas pela certeza e clareza com que posso ver a Sua presença constante. Fez toda a diferença! Ai de mim se o Senhor não estivesse comigo a cada momento. Muito grato, Pai, pela Sua fidelidade, pelo seu amor constante derramado, pela sua misericórdia que se renovou a cada manhã.

Agora, Pai, estou prestes a começar um novo período de tempo. Não faço a menor ideia do que vem pela frente… Claro que eu quero coisas agradáveis, quero continuar tendo saúde, paz, quero ter vitórias profissionais e continuar recebendo boas notícias a respeito de meus filhos e amigos, mas sei que a vida nem sempre é assim e que é bem possível que o próximo ano reserve algumas notícias indesejáveis. O que eu quero lhe pedir, Pai, é que neste novo período eu tenha olhos para ver a Sua presença, um coração sensível para perceber o Seu amor e misericórdia. Quero viver com dignidade tanto as alegrias quanto as eventuais tristezas. Quero experimentar mais, desenvolver intimidade com o meu Pai celeste. Quero dar liberdade à atuação do Seu Espírito na minha vida. Quero lhe pedir, Pai, que ao findar este ano eu possa novamente olhar para trás e perceber que em mais um ano o Senhor me sustentou com seu amor e misericórdia.

Quero orar pelas pessoas que me honram lendo o que escrevo. Pelos meus pacientes e colegas de trabalho. Pelos meus amigos e parentes. Minha oração, Pai, é que eu seja útil em suas mãos, que minha vida seja um sinal do Seu Reino. Que o trabalho das minhas mãos prospere para a glória do Seu Nome. Aliás, Pai, glorifique o Seu Nome na minha vida – que em tudo e por tudo, o Seu Nome seja honrado. Se assim for Pai, eu sei que este ano valerá a pena ser vivido.