Após 13 anos, Sem Parar ganha um concorrente. ConectCar chega ao mercado de pagamento eletrônico de pedágios nesta semana

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ConectCar terá rádio para concorrer com Sem Parar

Recém-chegada ao mercado de pagamento eletrônico de pedágios, a ConectCar estreia nesta semana uma agressiva campanha de marketing

A Rádio ConectCar vai oferecer jornalismo e entretenimento para o viajante, com boletins de trânsito a cada 15 minutos e programação musical

Recém-chegada ao mercado de pagamento eletrônico de pedágios, a ConectCar estreia nesta semana uma agressiva campanha de marketing, que inclui comerciais de TV e uma estação de rádio que entra no ar nesta segunda-feira (27) com o nome da marca.

A ConectCar foi criada no ano passado de uma joint venture firmada entre duas gigantes, a Odebrecht e o Grupo Ultra/Ipiranga para concorrer na venda dos chips que dão aos motoristas a vantagem de não ter de entrar na fila nas praças de pedágio.

Por 13 anos, a marca Sem Parar, da STP, prestou esse serviço sozinha no Estado de São Paulo. Sem competidores, a empresa nunca havia feito anúncios publicitários. Mas, com o fim do monopólio, o jogo mudou. A ConectCar já entrou no mercado com o reforço de marketing da sócia Ipiranga, tradicional anunciante.

A joint venture ganhou autorização para operar em São Paulo no dia 22 de abril. Desde então, os tags da empresa passaram a ser vendidos por 12 mil frentistas, nos 1,3 mil postos da rede Ipiranga no Estado.

Ontem (26), começaram a ser veiculados na TV os comerciais produzidos pela agência Talent, que já tinha a conta dos Postos Ipiranga e ficou também com a da ConectCar.

Começamos trabalhando a ideia de que aquele tag faz tanta coisa, que parece até um milagre, diz o diretor de criação, Alexandre Popoviski. Foi aí que decidimos voltar com as freiras, que já protagonizaram um comercial dos Postos Ipiranga no passado.

Ao mesmo tempo, a empresa vai batizar uma emissora de rádio com seu nome. A SP RJ FM 90,7 passará a se chamar Rádio ConectCar SP RJ FM. O sinal da emissora tem cobertura de 250 km, em cerca de 20 estradas que ligam os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro, por onde circulam mais de 800 mil veículos por dia.

A Rádio ConectCar vai oferecer jornalismo e entretenimento para o viajante, com boletins de trânsito a cada 15 minutos e programação musical, diz Francisco Lúcio Mandarino Moraes, gerente de marketing dos Postos Ipiranga. A empresa não informa de quanto será o investimento.

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30 Coisas bizarras que você nunca viu na Terra

1. Um avião atravessando a rua

2. Um carrossel de 117 metros de altura

3. Um buraco gigantesco tomado conta pela água

4. Um vulcão que deu origem a um lago

5. Um deserto florido

5. Balões sobre a Capadócia

6. Uma cidade toda tomada pela neblina

7. Uma floresta um tanto estranha

8. A cafeteria que divide 2 países

9. A maior ponte sobre a água do mundo

10. Uma estátua com um segredo

11. A rodovia que atravessa uma árvore

12. Essa outra estátua

13. O maior congestionamento de carros do mundo

14. Acredite, o chão dessa loja é reto

15. A cidade com uma única pessoa

16. Uma camuflagem like a boss

17. Esse cenário estilo Senhor dos Aneis

18. Essa ponte, ou será uma cachoeira?

19. Esse quarto no meio do oceano

20. A vista da janela desse prédio

21. Ou dessa outra janela…

22. O por do Sol visto de uma onda

23. O deserto colorido

24. Essa água tão clara

25. O pior aeroporto para pouso

26. O vigia mais corajoso de todos

27. Essa tempestade nos EUA

28. Esse hotel Lua em Dubai

29. Uma ponte de navios

30. Essa estranha formação de núvens

Este post foi publicado em 15 de maio de 2013 por guibonny no pavablog

Mudanças

Sim, estou de mudança.

Estou mudando para não adoecer, pois estava num lugar onde eu estava me martirizando onde eu estava cultivando emoções e sentimentos ruins que estavam escondidos, reprimidos, e que estavam acabando em doenças como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna… Com o tempo a repressão desses sentimentos estavam me degenerando. Por isso resolvi desabafar, confidenciar, partilhar minha intimidade, meus segredos, meus pecados aqui através desse texto. O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia..

Tomei uma decisão.
A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

Quero soluções

Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença, por isso estou partindo pra outra, outros ares, outras companhias.

Cansei de viver de aparências.
Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando toneladas de peso… uma estátua de bronze, mas com pés de barro. Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor, o que adianta esta num lugar em que muito gostariam de estar mas estar infeliz, e se corroendo por dentro.

Não sou o que queriam que eu fosse,
A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos, destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia. Quando me dei conta e olhei pra mim vi que minha vida estava tomando um rumo que não era eu que tinha escolhido pra ela e sim um rumo que os outros estavam ditando, sou um cara de humanas e não de exatas, e estava agindo contra minha própria natureza me sujeitando a uma imposição velada.

Resolvi confiar.
Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus.

Tenho amigos valorosos, tenho uma família maravilhosa e acima de tudo tenho um Deus em que confio minha existência, não tem por que o medo, por isso me lança nos braços Dele que sei que Ele me sustenta e cuidará de mim sempre.

Sei que serei mais alegre.

O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive. "O bom humor nos salva das mãos do doutor". Alegria é saúde e terapia.

Cleoci Pinheiro

Ex-Inbrands
CSC – TI VAREJO
http://www.inbrands.com.br

Qual a visão sobre o Marketing de relacionamento no Brasil?

Pesquisa mostra que 84% dos profissionais do ramo consideram o CRM o ponto mais importante do Marketing de relacionamento. Questão não é, no entanto, única a ser considerada

Por Ana Paula Hinz, do Mundo do Marketing | 10/05/2013

anapaula@mundodomarketing.com.br

Para muitos profissionais de Marketing, CRM (Customer Relationship Management) e Marketing de relacionamento estão tão ligados que são quase sinônimos. Em uma pesquisa realizada pelo Mundo do Marketing com a Accentiv’ Mimética, 84% dos entrevistados disseram que CRM sintetiza o que o Marketing de relacionamento representa. Apesar disso, muitas empresas ainda encontram dificuldades em implementação, interpretação de informações, integração e desenvolvimento das ações.

Mesmo sendo uma questão relevante dentro do Marketing de relacionamento, o sistema precisa ser desenvolvido em conjunto com uma questão cultural e ter uma abordagem que vá além de ofertas, promoções e malas diretas em datas especiais, para poder ter sentido. Por isso, conteúdo e prestação de serviço são essenciais.

A comunicação personalizada e relevante faz com que os programas de incentivo e de fidelidade sejam pontos de diferenciação da concorrência na relação com os clientes. Em meio a produtos e ofertas cada vez mais parecidos, atingir o público da forma certa é uma vantagem estratégica. “Antigamente as marcas ofereciam produtos diferentes e programas iguais. Hoje é o inverso. Um programa bem estruturado gera valor para o cliente e evita que ele seja sensível aos concorrentes”, avalia Sergio Marcondes, Diretor Geral da Accentiv’ Mimética, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Relevância do CRM e dificuldade de implementação
Para entender a importância do Marketing de relacionamento para os profissionais de Marketing, a pesquisa da Accentiv’ Mimética e do Mundo do Marketing entrevistou 366 pessoas de empresas de vários portes e segmentos. Uma porcentagem de 84% acredita que CRM traduz os principais atributos do Marketing de relacionamento e 59% que as ações segmentadas para clientes estão entre as principais iniciativas desenvolvidas por suas empresas. Além disso, 62% dos entrevistados consideram o CRM Inteligence um dos três primeiros fatores decisivos na contratação de uma agência especializada.

A importância e credibilidade dada ao sistema devem-se à percepção de que ações dirigidas são mais eficientes. Um banco unificado é capaz de reconhecer hábitos do cliente e saber quais são suas preferências, o que permite que as companhias gerenciem a melhor forma de atender o consumidor de acordo com suas necessidades. Os benefícios proporcionados, como aumento de receitas e redução de custos das operações dependem, no entanto, de bons mecanismos de organização de dados e da integração dos diversos canais de relacionamento, o que ainda é um desafio para várias empresas.

Muitas não têm conhecimento e prática em capturar, armazenar e utilizar os dados adequadamente. “Ainda existe dificuldade de implementação. Não é incomum que empresas comecem um projeto de CRM e abortem no caminho por não estarem preparadas para fazê-lo funcionar. O caminho de evolução a ser percorrido é grande”, analisa Sergio Marcondes.

Desafio na estruturação e no desenvolvimento
Dentre as companhias que trabalham com agências especializadas, as médias e as pequenas são minoria. No estudo, o total de profissionais de Marketing de empresas desses portes que respondeu ao questionário online foi de 73%, o que explica o fato de 91% terem dito que nunca contrataram agências do ramo. “Historicamente, esse mercado era caro. Eram soluções 100% customizadas, construídas do zero, então ainda existe uma visão de sofisticação. Mas aos poucos isso vai sendo quebrado. As agências têm procurado encontrar soluções que atendam a essa parcela do mercado”, avalia o Diretor Geral da Accentiv’ Mimética.

Mesmo as grandes empresas tiveram muito trabalho ao longo do tempo para criar programas de CRM que fossem realmente bem estruturados e trouxessem benefícios importantes sobre os clientes. O programa de CRM da Fiat, por exemplo, começou em 2001 de forma simples e foi implantado em toda a rede de concessionários até 2003. “Naquela época, tivemos que explicar o que era CRM, como funcionava e porque o esforço era importante. Mostrar para cada parceiro como a iniciativa poderia gerar fidelização e conseguir criar uma cultura a partir disso foi um movimento complexo.”, conta Patrícia Pessoa, Gerente de Marketing de Relacionamento da Fiat, em entrevista ao portal.

Até alcançar seis milhões de clientes cadastrados no banco de dados e atingir melhores índices de fidelização, o processo exigiu ainda mais tempo e investimentos. “A questão tecnológica é um desafio sempre. Temos dois sistemas funcionando, um mais analítico e um operacional, que está dentro de cada concessionária do Brasil. Manter isso tudo funcionando não é algo simples. Estamos há 15 anos desenvolvendo nosso software”, destaca Patrícia Pessoa.

Sistema aliado à geração de valor
Apesar de o CRM ter importância, não deve ser visto como o único fator relevante dentro do Marketing de relacionamento. As ações precisam estar integradas ao DNA, à cultura e à estratégia da empresa e não apenas ser uma iniciativa pontual e de interesses unicamente comerciais. “As empresas ainda usam muito o Marketing de relacionamento para vender o que querem, na hora que querem. Acredito que não adianta mandar apenas ofertas para os clientes, também é preciso investir em conteúdo e prestação de serviço”, avalia Bruno Mello, Editor Executivo do Mundo do Marketing.

Um ponto importante mostrado no estudo e que pode representar mudanças nesse panorama é o entendimento dos entrevistados de que a fidelização dos consumidores por meio de ações diferenciadas são objetivos mais importantes do que apenas o retorno financeiro. Ao todo, 84% das pessoas destacaram que segmentar, reter e fidelizar o cliente é o motivo principal para investir em Marketing de relacionamento e 49% responderam que oferecer vantagens e diferenciais é uma das principais razões.

As respostas ficaram atrás de, por exemplo, o foco no alcance de metas e alavancagem de resultados. “As empresas estão mais preocupadas em criar programas que atendam e superem as expectativas dos clientes porque isso representa menos custos para elas e cria mais defensores da marca” avalia Sergio Marcondes, da Accentiv’ Mimética.

A pesquisa também apurou quais são as agências especializadas mais lembradas entre os profissionais de Marketing. Market Data apareceu em primeiro com 22%, The Group em segundo com 21% e Accentiv´Mimética em terceiro com 19%. As posições seguintes foram ocupadas, respectivamente, por Expertise, Casa Nova, Omnion, Rapp Digital, CSU, Total On Demand e e|ou. O infográfico com as informações e resultados do estudo pode ser acessado na aba superior da matéria.

Como fazer Marketing para as crianças de hoje? Indo para o Digital

Conteúdo deve ser relevante, aprovado pelos pais e divertido. Marcas conseguem passar a mensagem que desejam inserindo seus conceitos e produtos de forma sutil

Por Ana Paula Hinz, do Mundo do Marketing

As crianças de hoje nasceram em uma era digital, acompanhando as novidades tecnológicas com interesse e aprendendo rápido a utilizá-las. De acordo com um estudo do Ibope feito em 2012, por volta de 5,2 milhões de meninos e meninas de 2 a 11 anos navegam na internet em lares brasileiros. A audiência cada vez maior, a grade restrita para publicidade nos canais abertos em horários infantis e o alto preço da veiculação em outras mídias tornam o meio digital atrativo para as marcas se aproximarem deste público.

O contato com estes canais desde cedo faz com que as crianças interajam com tablets e smartphones com mais intimidade e desenvoltura que muitos adultos. Ávido por novidade, este grupo troca de personagens e jogos favoritos com grande velocidade e, para fasciná-lo, é preciso oferecer algo diferente, acessível, com linguagem simples e design divertido.

Além disso, o conteúdo disponibilizado deve se provar relevante para que os pais deem a permissão e incentivem seu consumo. A inserção sutil da marca nesse contexto faz com que os adultos vejam as ações desenvolvidas como iniciativas agregadoras e não apenas com finalidade comercial. “As marcas olham para as crianças, mas também para os pais. Dependendo da estratégia, dialogam e criam canais específicos para os pais para tê-los como parceiros e também porque são decisores”.

Visibilidade e preço acessível
Muitos aspectos fazem do digital um meio relevante para as empresas que focam em crianças, mas três em particular são grandes influenciadores. A realidade contemporânea, em que não estar online pode abrir brechas para a concorrência, os altos preços da veiculação nas mídias tradicionais quando comparadas à internet, e o espaço limitado para publicidade infantil na televisão. Mesmo com as diversas opções em canais fechados, as marcas que desejam falar com um público de classes mais diversificadas encontram emissoras e horários restritos para isso.

A TV Globo, por exemplo, deixou de ter programação infanto-juvenil durante a semana, concentrando-a nas manhãs de sábado, e, com exceção do SBT, poucas emissoras de canal aberto têm blocos focados em desenhos ou produções atrativas para faixas etárias menores. “A concorrência ficou brutal ali, então as marcas infantis precisam buscar outras alternativas de visibilidade. Especialmente porque a TV a cabo tem uma penetração muito mais baixa no Brasil do que em outros países da América Latina, como Colômbia e Argentina”.

Devido a todos os benefícios oferecidos pela plataforma digital, o Grupo Exim, que licencia marcas como Kung Fu Panda e Ursinhos Carinhosos, está investindo mais nos portais dos personagens e em aplicativos móveis. Enquanto alguns são traduções de versões oficiais estrangeiras, outros necessitam de conteúdos mais personalizados. Pica Pau, por exemplo, ganhará um portal exclusivo no país até 2014 acompanhando o modelo desenvolvido para a personagem Moranguinho.

Conteúdo adequado
O mercado brasileiro é o mais forte mundialmente para a personagem de cabelos rosas, mas até pouco tempo seu site não trazia elementos da cultura brasileira. O canal em português seguia o padrão dos Estados Unidos e da Europa, mas as crianças brasileiras desejavam uma interação diferente com a personagem. Por isso, foi criado um portal com mais opções de entretenimento e uma linguagem mais próxima. “O site que temos hoje dos Power Rangers, por exemplo, atende bem aos meninos mesmo sendo uma versão, mas no caso de Moranguinho, vimos que não podíamos padronizar”, conta Marcus Macedo.

A linguagem e o design são essenciais para chamar a atenção das crianças e dialogar com o universo delas. Além disso, a preocupação com a acessibilidade é ainda maior do que em conteúdos para idades mais avançadas. Sites ou aplicativos complexos são logo descartados. “As cores e os símbolos estimulam muito as crianças. Trabalhar, por exemplo, com um ícone que remete às cores e às imagens presentes no aplicativo as ajudam a fazer a conexão entre as duas coisas”, explica David Reck, Fundador e CEO da agência Enken, em entrevista ao Mundo do Marketing.

O poder que os jogos e outros tipos de formas de interatividade exercem sobre a criança é grande, por isso, as empresas têm um compromisso com a ética e um cuidado redobrado. Mesmo a internet não tendo uma fiscalização tão forte, alguns reguladores estão atentos às ações desenvolvidas. Caso do Instituto Alana, organização civil sem fins lucrativos que monitora possíveis desrespeitos a este público. “As próprias agências e companhias devem se preocupar com determinados detalhes. Até onde deve-se usar termos imperativos, como “compre” ou “peça”, é uma questão a ser levada em conta. Não reter dados de quem tem menos de 13 anos é outra”, exemplifica David Reck.

Foco em pais e filhos
Apesar de as empresas criarem conteúdos com o objetivo de se aproximarem das crianças, a inserção da marca não precisa ser agressiva. Ao fazer uso de Marketing integrado é possível criar uma identificação mesmo sem que o logo apareça. A Lifebuoy, por exemplo, disponibiliza duas músicas em parceria com a Galinha Pintadinha sem mencionar o produto. As canções “Lava Mão” e “Bolha de Sabão” mostram crianças tomando banho com um sabonete vermelho que remete à marca e trazem um conteúdo que dialoga diretamente com a principal mensagem frisada pela empresa: o hábito de lavar mãos cinco vezes por dia.

Assim, e por meio de vinhetas e aplicativos que destacam a cor da marca e a importância da higiene, a Lifebuoy espera passar seus conceitos sem precisar falar diretamente sobre si. “A intenção das marcas deve ser se relacionar, não apenas vender. Isso é importante e perceptível para os pais. Eles é que autorizam e levam o conteúdo para os filhos, então, obviamente vão oferecer algo que seja relevante”, avalia Alexandre Ravagnani, da F.biz, agência responsável pelas ações digitais da marca da Unilever.

Ao interagir com os filhos, as companhias também estão dialogando com os pais e responsáveis, já que são eles que não somente decidem o que as crianças consomem, como compram e determinam as formas de uso. O Toddynho usou o impacto que poderia gerar em ambos os targets a seu favor, estimulando que pais e filhos brincassem juntos por meio de um game que propõem atividades fora do meio virtual. “É algo que começa no digital, mas vai além e incentiva a convivência, ou seja, vai além do produto e entrega valor aos consumidores”, opina Alexandre Ravagnani.

Evangélicos: mercado de R$ 12 bi que tem até cartão de crédito próprio

Produtos e serviços ligados ao universo cristão vão além dos livros e da música. Existem opções de brinquedos, roupas, cartão de crédito e site de relacionamento

Por Luisa Medeiros | 03/05/2013

O senso comum traz à tona livros , CDs e DVDs quando o assunto é mercado evangélico. Apesar de serem os mais representativos em faturamento, estes itens não são as únicas opções focadas neste público. Atualmente as empresas gospel disponibilizam produtos que vão desde agendas, materiais de papelaria, roupas personalizadas, brinquedos, DVDs e desenhos animados até serviços como sites de relacionamento, pacotes de viagens, eventos e cartão de crédito. Toda essa variedade faz com que este segmento tenha movimentado R$ 12 bilhões no ano passado, segundo um estudo da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing). As novidades atendem a um contingente de 42,3 milhões de pessoas, o que representa 22,2% da população brasileira, de acordo com o Censo IBGE divulgado em 2012.

O crescimento foi de 61,45% na última década e repercute na profissionalização do segmento atraindo cada vez mais empresários de novos ramos. A maior fatia ainda pertence aos livros, que representam R$ 479 milhões do faturamento, de acordo com a Câmara Brasileira do Livro. Além dos leitores brasileiros, as editoras nacionais ainda exportam o título para 105 países. O setor fonográfico também é fortalecido por esses consumidores e movimenta R$ 1,5 bilhão anualmente, de acordo com dados da Associação Brasileira de Produtores de Discos. Completam o movimento serviços como sonorização e mobiliário de templos, que se tornam cada vez mais espaços aptos a receber eventos, produção de programas de televisão e rádio, publicações de revistas e jornais, gráfica, feiras, premiações, shows e congressos.

O alto faturamento somado a representatividade de público atrai para o gospel inclusive gravadoras laicas como a Som Livre e Sony Music, que criaram selos evangélicos e investiram na contratação de nomes conhecidos pelo público. Com a entrada dos novos players, a música gospel se especializou, saiu dos muros das igrejas e ganhou festivais e premiações como o Grammy Latino. “O mercado está muito mais exigente do que há 10 anos. A mentalidade que imperava era: sou evangélico e vou fazer um produto para evangélicos. Então não precisa ser tão profissional, porque de irmão para irmão se aceita qualquer coisa. Nessa época, produto evangélico era sinônimo de falta de qualidade. A música, por exemplo, não era aceita por quem não era do meio”, analisa Carlos Vinícius Buzulin, fundador do site Amoremcristo.com.

Moda, brinquedos e papelaria especializada
A profissionalização do setor contribuiu para a ampliação da oferta de produtos específicos e elevou a qualidade dos itens oferecidos. “Os evangélicos deixaram de ser a minoria da população e tornaram-se mais exigentes no que diz respeito à exclusividade e especificidade de produtos. A qualidade não é mais tratada como diferencial, mas como essencial. Essa busca por novos diferenciais obrigou os produtores deste mercado a se profissionalizarem, encontrarem novas técnicas e apresentarem soluções para que seus produtos sejam mais atrativos ao público”, aponta Marcos Barboza, Gerente de Marketing da Central Gospel.

Com isso, as marcas evangélicas pretendem conquistar cada vez mais território. Um exemplo disso é a pastora e cantora Aline Barros que se empreendeu em um setor diferente da música e lançou no ano passado a grife Minha Maria, especializada em moda infantil exclusiva para meninas. Outras marcas seguem a mesma tendência e oferecem roupas e acessórios de diferentes estilos para atender a demanda das mulheres cristãs. As empresas Ce Chic e Clara Rosa baseiam seu estilo nas tendências internacionais de moda e contam com plataformas digitais, modelos fotográficas e de passarela, desfiles e look books. “As confecções sofreram uma mutação ao longo do tempo. Antes as roupas evangélicas eram peças que as pessoas usariam só mesmo para ir à igreja. Atualmente transmitem valores sem dever nada a outras grifes”, afirma Carlos Vinícius Buzulin.

Além das roupas, a ampliação das ofertas para o segmento e o aumento da demanda estimulou a ampliação do mix de companhias que já atuam neste mercado há mais tempo. É o caso da editora Luz e Vida que além de Bíblias e agendas expandiu seu portifólio com um álbum de adesivos colecionáveis e comercializa atualmente materiais escolares e brinquedos com as marcas infantis Turminha Querubim e Smilinguido.

Selo gospel em serviços
O selo gospel se estendeu para os serviços e é possível contratar até cartões de crédito específicos para este público. Em duas versões, Assembléia de Deus MasterCard e CGADB (Convenção Geral das Assembléias de Deus do Brasil) Gold, os cartões que foram criados em comemoração ao centenário das Assembléias de Deus, em 2011, repassa 50% dos lucros para a igreja da qual o cliente é membro para investimento em obras sociais e missionárias. Quem adere ao serviço tem limite pré- aprovado de meio salário mínimo e conta ainda com uma plataforma que envia mensagens de prevenção a compras impulsivas.

Entre os serviços existem opções de lazer que incluem roteiros turísticos diferenciados e filmes com temas evangélicos. A TKR Turismos é voltada para o turismo cristão, os roteiros mais procurados na agência são os que envolvem os cenários das histórias bíblicas, como Israel, Sinai e Egito. Outra opção de lazer são os filmes com temas bíblicos, distribuídos por produtoras evangélicas, como a Graça Filmes conta com mais de 40 títulos com temas voltados para crianças, jovens, casais e famílias. Uma de suas produções recentes, o filme “Três Histórias Um Destino” ganhou as telas dos cinemas do país no final do ano passado. A trama foi gravada nos Estados Unidos e baseada em um livro do missionário RR Soares, fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus.

Na internet, os sites Amoremcristo.com e Casandoemcristo.com oferecem serviços relacionados a namoro e casamento. O primeiro é uma rede social voltada para solteiros que desejam iniciar um relacionamento amoroso e conta com uma base de mais de 2,5 milhões de usuários. O segundo tem como alvo os casais que vivem os preparativos do casamento e disponibiliza uma plataforma para criar um site personalizado, com lista de presentes e detalhes da festa. “O Amor em Cristo nasceu como site de relacionamentos, mas com o tempo criamos ramificações: uma fanpage para reunir pessoas que querem orar por um propósito em comum chamada “Gente que ora” está no ar e devemos estrear nos próximos meses um canal de vídeo aula em full HD”, diz o fundador dos sites Amoremcristo.com e Casandoemcristo.com, em entrevista ao portal.

Maioria dos cristãos pertence à classe C e quer custo-benefício
Para ingressar nesse nicho, além de um produto competitivo, as empresas precisam compreender o que leva este público a escolher um produto. “O sucesso está em conciliar a parte profissional e compreender as necessidades espirituais. Estas empresas têm que ter esses dois pilares. Se só um deles estiver bem estruturado, o projeto estará fadado ao fracasso. Hoje temos empresas de diversos segmentos criando ramificações evangélicas, dando uma cara gospel para conquistar essa fatia da população. Quando o negócio não dá certo, geralmente a falha está em não conhecer como este público pensa e se comporta. São empresários que entram simplesmente para capitalizar”, comenta Carlos Vinícius Buzulin.

O perfil de consumo da comunidade evangélica acompanha o fenômeno das ascensões da classe média e grande parte destes consumidores integra a emergente classe C. Consequentemente, este público expressa um comportamento de compra baseado em custo-benefício e almeja adquirir bens que antes não faziam parte do seu leque de consumo. “A maior parcela da comunidade evangélica estava justamente nas classes D e E. Eram consumidores com menor potencial financeiro e que, consequentemente, gastavam menos com produtos fora da linha de primeira necessidade. Hoje, essa realidade econômica mudou. A maioria pertence à nova Classe C e, devido a sua condição financeira, prioriza a compra de produtos em quantidade, sem abrir mão da qualidade”, diz Marcos Barboza, Gerente de Marketing da Central Gospel.

Abastecidos por este maior potencial de compra, os clientes da nova classe média constroem sua confiança nos televendas e e-commerces de marcas evangélicas, alavancando o alcance desses canais. Para aumentar a taxa de conversão, a Central Gospel investe em pontos de venda em shoppings e hipermercados, além de televendas e loja vitual. “Os consumidores das classes sociais mais favorecidas buscam produtos de acabamento refinado e com maior valor agregado. Os das classes mais baixas e da classe média estão mais críticos nas suas buscas e são atraídos principalmente pela forma de pagamento. Visam, com isso, adquirir mais produtos de uma só vez para pagar em mais tempo, em detrimento ao hábito de consumo ponderado e contínuo”, complementa o Gerente de Marketing da Central Gospel.