Imagine

…que você é um judeu e vive na Palestina no tempo de Jesus. Como tantos outros de sua geração, você é muito pobre em uma nação dominada e oprimida pelo Império Romano. Seu coração é constantemente agredido pela profanação da Terra Santa por soldados que fazem questão de deixar claro seu desprezo pelo povo da terra. Você os odeia – e teme.

Você cresceu a ouvir histórias do amor de Deus por seu povo e as tantas vezes que milagrosamente socorreu Israel… mas sua experiência com ele não é pessoal. Aliás, em sua geração a religião tornou-se um pesado fardo de regras quase incompreensíveis.

Ocasionalmente surgiam líderes capazes de inflamar revoltas populares, logo esmagadas pelo tacão romano. Outras vezes surgiram pregadores como João Batista, um esquisitão vestido em pele de camelo que no meio do deserto atraía multidões a pregar o arrependimento e a volta ao verdadeiro temor a Deus. Mas agora era diferente. Esse novo mestre não tinha qualquer aparência, mas falava com autoridade e sua interpretação da lei era tão simples e direta que a tornava revolucionária. Ele chamava o Deus Santo, cujo nome nem ao menos era lícito pronunciar, de Pai; e oferecia uma visão de mundo totalmente centrada no relacionamento com ele. Você o viu curar cegos, purificar leprosos e até levantar mortos. Você sempre ouviu a respeito das profecias sobre o Messias, que sua nação desde sempre esperara – e Jesus as cumpria todas, suas ações não deixavam dúvida que era ele. Você passou a segui-lo por toda parte. Seu coração ardia ao ouvi-lo e suas expectativas de que o Messias iria restaurar Israel à antiga glória eram imensas. Mas ele foi preso e crucificado – o tipo de morte que os romanos reservavam aos piores criminosos. Sua confiança foi agora substituída por um luto sem medida e muito medo de ser também aprisionado pelos líderes religiosos. Tudo isto aconteceu numa sexta-feira.

No domingo de manhã surgiram histórias de que algumas mulheres foram ao túmulo dele, não encontraram o corpo e voltaram contando uma visão de anjos que teriam dito que ele estava vivo. Mas em sua cultura a palavra de uma mulher não era lá digna de muito crédito. À tardezinha você e seus amigos se reuniram, mas com tanto medo que trancaram todas as portas. De repente ouviram uma voz conhecida:

“Paz seja com vocês!” (Lucas 24.36) Era ele! Vocês ficaram espantados, acharam que estavam vendo um fantasma. Então ele os tranquilizou: “Por que vocês estão assustados? Por que há tantas dúvidas na cabeça de vocês? Olhem para as minhas mãos e para os meus pés e vejam que sou eu mesmo. Toquem em mim e vocês vão crer, pois um fantasma não tem carne nem ossos, como vocês estão vendo que eu tenho.” (Lucas 24.38,39 NTLH)

Ele ainda permaneceu por aqui mais 40 dias, tempo em que se manifestou em muitas outras ocasiões, inclusive numa reunião de mais de 500 pessoas, dando irrefutáveis evidências de vida. E explicou as razões pelas quais precisava passar pela cruz e a ressurreição:

eu disse que tinha de acontecer tudo o que estava escrito a meu respeito na Lei de Moisés, nos livros dos Profetas e nos Salmos. Então Jesus abriu a mente deles para que eles entendessem as Escrituras Sagradas e disse: O que está escrito é que o Messias tinha de sofrer e no terceiro dia ressuscitar.[…] Vocês são testemunhas dessas coisas.” (Lucas 24.44-46,48 NTLH)

Tendo experimentado tudo isto, certo no mais profundo do seu coração que era tudo verdade, não faria todo sentido obedecer fielmente, qualquer que fosse a consequência? Pois aquelas pessoas estavam tão certas da veracidade dos fatos que não hesitaram em testemunhar ousadamente perante as mesmas autoridades que tanto temiam, enfrentar torturas e pagar com o próprio sangue a ousadia em nome de Jesus.

E aqui em pleno século XXI, você crê no testemunho deles? Ou a ressurreição de Jesus é só mais uma bela fábula, uma metáfora juntamente com o Papai Noel e o Coelhinho da Páscoa?

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