Você consegue “vender” o Vento?

“Sua marca precisa tocar o espírito das pessoas.”

“Pense no consumidor não em termos de alguém que vai comprar seu produto, mas alguém que deseja que o mundo seja um lugar bom para viver. O que você está fazendo para mostrar a ele que se importa?”

“No Marketing atual, você não compra mais pelo que sua mente diz, mas por sua emoção”

Essas foram algumas das dicas dadas pelo guru Philip Kotler em sua palestra na segunda-feira da semana passada, no Seminário de Marketing da HSM.

A Propaganda surgiu no mundo com uma pegada bem varejista. “Compre meu produto. Ele é melhor que o do concorrente”. Uma abordagem direta e reta que funcionou bem durante mais de um século.

Mas de uns tempos para cá, com a óbvia necessidade de inovação exigida pelo mercado, a publicidade e a propaganda também foram obrigadas a atualizar a abordagem para atingir seus targets.

Simplesmente falar que seu produto é melhor não basta para que o consumidor seja convencido de comprar. Com a vasta variedade de marcas e produtos tentando influenciar e convencer, surgiu a necessidade de se diferenciar de alguma forma.

Foi diante, então, desta necessidade que a abordagem varejista foi substituída por histórias.

Quando uma história é contada no lugar de dados, quando um personagem é criado, o consumidor inevitavelmente cria um laço afetivo com ele. Vínculos são criados e são eles que fazem toda a diferença na hora da compra. Consciente ou inconscientemente.

Esse vínculo fica muito evidente em novelas e filmes. Se sabemos que os personagens são fictícios, por qual motivo nos emocionamos em determinadas cenas?

É resposta é simples: porque a empatia aconteceu.

Empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro. De sentir as emoções e sentimentos alheios como se fossem nossos.

Quer ver um exemplo?

Esse comercial foi veiculado, nada mais, nada menos, que no intervalo do Super Bowl desse ano. Reparou que a Budweiser não falou das características da cerveja? Nem do preço? Nem sobre nenhum dado? A intenção do vídeo foi puramente se relacionar com a audiência. De emocionar. De falar que se importa com os sentimentos.

A única menção à marca foi ao final, onde assinaram “BestBuds”, uma brincadeira com a expressão melhores amigos (buddies) e a marca (Bud).

O exemplo abaixo também mostra uma história interessante e surpreendente:

Se até mesmo um “produto” (que mal podemos chamar de produto) como o vento consegue envolver e tocar o emocional, porque seu produto não conseguiria?

Quando pensar em fazer sua próxima campanha conte uma história que envolva sua audiência. E isso serve também para suas próximas apresentações.

Apresentações apenas com dados normalmente são chatas e fazem com que a audiência se disperse com facilidade, contextualize o cenário, apresente os argumentos e em seguida, mostre como você pode ajuda-los.

Ao contar histórias você desperta curiosidade e retém a atenção para que a mensagem seja passada com efetividade, pois você cria uma linha de raciocínio que conduz o pensamento da audiência que, no mínimo, fica curiosa para saber o desfecho.

Portanto, lembre-se que relacionar é tão importante quanto informar.

Crie a empatia necessária para gerar a emoção. Toque o inconsciente do target e tenha esse diferencial como um grande aliado.

*esse texto foi postado no blog da soap apresentações

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