5 sinais de que você está no emprego errado

Baixo desempenho e motivação zero são aspectos indicativos de que é hora de planejar novos rumos para a carreira, na opinião de especialistas

Por: Camila Pati

O despertador tocou hoje pela manhã avisando que o fim de semana prolongado terminou e mais uma semana de trabalho está prestes a começar. Só de ouvir o som do toque do celular o estômago “embrulha” e um desagradável frio na barriga se instala. “Odeio segunda-feira”, você pensa, enquanto se arrasta para o escritório.

Identificou-se com este cenário? Ele pode ser um indicativo de que você precisa repensar a sua trajetória ou carreira profissional, na opinião de especialistas consultados por EXAME.com. Confira este e outros sinais de que talvez você esteja no emprego errado:

Motivação zero

O frio na barriga característico da segunda-feira é um sintoma clássico. “É o sinal mais evidente de que a pessoa pode estar no emprego errado, porque revela a falta de motivação”, diz Meiry Kamia, psicóloga e consultora organizacional.

Não ver desafios, ter uma liderança fraca ou estar trabalhando para uma empresa que não apresenta perspectivas de carreira são algumas das causas apontadas por Edson Henriques, diretor técnico e comercial da consultoria Felipelli para que motivação esteja no nível zero. “O problema então está no trabalho atual. Não significa que tenha escolhido a carreira errada”, diz o especialista.

Mas se há desafios propostos pela empresa assim como perspectivas, a escolha de carreira pode ser o “x” da questão. “Talvez seja hora de pensar em uma transição”, recomenda Henriques.

Baixo desempenho

Metas, objetivos e resultados são palavras que assombram aqueles que estão com a produtividade em baixa. Principalmente nesta época, em que as empresas estão fazendo esforço para bater as metas e entregar os resultados projetados para este ano.

“Quando o profissional não entrega aquilo que é esperado, não bate as metas propostas, pode significar que as habilidades dele não estão alinhadas com a atividade profissional que desenvolve”, diz Henriques.

Se é esse o caso, fazer um mapeamento das habilidades e tentar relacioná-las a objetivos de carreira pode ser uma opção. “Quanto mais tempo a pessoa demorar a fazer isso, mais difícil é a mudança”, diz o especialista.

Salário é a única coisa que o prende ao trabalho

Nem relação com colegas nem o aprendizado, e muito menos a qualidade do trabalho desenvolvido. Se o salário for o único elo entre você e a empresa, tem-se mais um sinal de que você está no lugar errado.

“É o profissional que só vai trabalhar porque tem contas para pagar”, diz Meiry. De acordo com ela, apesar de se falar muito em dinheiro, sustentar uma situação só por conta dele é cada dia mais difícil. “O dinheiro está entre os fatores mais baixos de motivação”, explica.

“A pessoa não vê significado algum no seu trabalho”, diz Henriques. Na opinião dele, acomodar-se nesta situação, é péssimo. “É preciso se mover para mudar essa situação, se planejar”.

Passar boa parte do expediente procurando outro emprego

Manter-se no mercado e estar a par das oportunidades profissionais é importante e aumenta as chances de subir na carreira.

Mas, deixar de trabalhar para fazer essa busca durante o expediente diz muito sobre a sua insatisfação. “Isso reflete que a pessoa não está de corpo e alma naquele emprego”, diz Meiry.

Já que está procurando uma nova oportunidade, Henriques recomenda que antes de partir para outra função algumas perguntas sejam respondidas. “O que lhe dá prazer no trabalho, qual a área de interesse e de onde vem a motivação?”, exemplifica.

De acordo com ele, quando há a correspondência entre as vontades como indivíduo e as conquistas do dia a dia, a motivação aparece.

Você adoece com frequência

Em casos extremos, a saúde física e mental é comprometida. “A descrença no amanhã baixa o nível energético e a resistência do corpo à doenças cai”, diz Meiry. Tanto o plano físico com o mental podem ser afetados, segundo a especialista.

“Quanto se atinge um nível crítico e a pessoa não vai lendo os sinais, ela acaba adoecendo até perceber que é hora de sair”, diz Meiry.

“As pessoas passam a maior parte do tempo dos seus dias trabalhando, se isso for um fardo pode até atingir o estágio de aparecer uma doença”, concorda Henriques.

De acordo com ele, se ao longo do dia não há nenhum momento de prazer, isso pode significar que atividade profissional está deslocada dos gostos e vontades da pessoa.

“Tem que ter uma entrega, a motivação por contribuir dentro do contexto da empresa, mas se o tempo todo ele está passando mal, não há úlcera que aguente”, diz Henriques.

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