O WikiLeaks e a democracia digital

Por Michel Torres Lopes

Para quem ainda não sabe, o WikiLeaks é uma organização transnacional sem fins lucrativos, sediada na Suécia, que publica posts de fontes anônimas, documentos, fotos e informações confidenciais, vazadas de governos ou empresas. Em suma, o WikiLeaks revela para todos o que os órgãos de inteligência dos governos e empresas estão fazendo. Nos últimos dias foi grande a repercussão por conta de terem publicado muitas informações que deixaram os EUA numa espécie de saia justa com outros países, inclusive o Brasil.

Num primeiro momento as pessoas são levadas a pensar que o WikiLeaks é composto por hackers que, invadindo as redes das organizações, capturariam as informações. Não se trata disso. As informações são fornecidas, na maioria das vezes, por pessoas envolvidas nas organizações e que, por algum motivo, resolveram revelá-las. São como jornalistas especializados em furos impublicáveis (aqueles que os editores dos jornais evitam).

Estamos presenciando há alguns dias uma verdadeira caça ao líder e fundador do WikiLeaks, Julian Assange. Ele está sendo acusado de tudo, desde sexo com prostitutas (teriam que prender metade do planeta se isso fosse crime), estupro (das mesmas prostitutas), publicação de informação confidencial, etc. Tentaram tirar o site do ar, bloquearam as contas bancárias e até a conta no PayPal (o site é mantido através de doações). Até senadores americanos estão usando de seus prestígios para imobilizar as ações do WikiLeaks.

A internet definitivamente é algo do cotidiano da imensa maioria das pessoas. Qualquer deslize, fofoca ou notícia, de qualquer lugar do mundo, fica acessível facilmente para todos. Nenhum segredo conhecido por mais do que uma pessoa pode ser considerado secreto.

Voltando ao WikiLeaks, uma das informações mais relevantes publicadas é relacionada a guerra no Iraque. Segundo a informação, não contestada pelo governo americano, mais de 109.000 pessoas morreram na guerra, até 31/12/2009, sendo 60% civis. Um absurdo, certo? Esse é o propósito principal do WikiLeaks, desmascarar o governo americano e seu velho discurso de liberdade e democracia.

Neste ponto cabe uma ressalva, até para ficar claro: eu não tenho nada contra a democracia. Mas é sabido que o governo americano age subversivamente, cometendo muitos erros de avaliação. Acho controlar a internet algo perigoso. Vivem criticando a China por fazer isso. O caso do WikiLeaks, para mim, não tem muita diferença.

O que voce acha disso? Sites desse tipo devem mesmo ser proibidos?

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