Deus nos ama como somos e não como deveríamos ser.

Navegando pela net encontrei esse preciosidade no blog do meu grande amigo Fabricio Chunha

Me peguei fazendo algo esses dias para ser aceito por uma pessoa. A pessoa nem estava perto, talvez nem veria ou saberia o que fiz, mas a influência de sua expectativa é tamanha sobre mim, que me pego algumas vezes tentando agradá-la, mesmo que inconscientemente.

Somos seres que dependemos da aprovação dos outros, do reconhecimento pessoal, do mérito.

Quando isso sai de controle, sucumbimos à tirania da expectativa alheia. Fazemos tudo pensando muito mais na aprovação do outro do que na intenção, motivação ou mesmo no resultado de nossas atitudes.

Isso se agrava quando transpomos esse jeito de agir para nosso relacionamento com Deus.

A afirmação mais absurda do Evangelho é a de que Deus nos ama exatamente como somos. Não precisamos cumprir expectativas, acertar nas decisões, reagir como se espera, até porque nada se espera. Somos amados exatamente como somos.

Tal afirmação nos é tão absurda, que não acreditamos nela. Não acreditando, não nos sentimos amados. Não nos sentindo amados, continuamos nossa peregrinação em tentar agradar um Deus que já está agradado.

Então qual é o desafio? O de aprendermos a usufruir de um amor que nos inclui e de uma presença que não se afasta de nós, nem quando pecamos. As mudanças acontecem pelo constrangimento gerado por um amor que não pune, nem afasta.

Usei drogas em minha adolescência. Um sábado foi especialmente marcante. Passei a madrugada toda usando drogas e teria que tocar na banda da igreja no domingo pela manhã. Saí de onde estava e fui direto para o ensaio. Falei com o pastor que eu não estava apto para tocar, não era digno daquilo e contei o porquê. Ele me disse: “filho, você nunca deixará de fazer nada aqui por conta do que fizer fora daqui. Escolhi te amar do jeito que você é. Você vai tocar e que o amor constrangedor de Deus seja a motivação para a tua mudança.” Nunca mais usei drogas em minha vida.

Mas tal realidade ainda me é assombrosa demais. Deus me ama como sou e não como deveria ser, até porque nunca serei o que deveria. Ao mesmo tempo que ela me atrai, não tenho fé suficiente para crer em algo tão profundo e sigo tentando agradar, não sei até quando. E crer que esse amor é menos do que ele de fato é, faz nossos dias pesados.

Senhor, nos ajuda em nossa falta de fé.

Fabricio Cunha

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