radar “inteligente” reforça fiscalização

Os radares LAP (Leitura Automática de Placas) chegaram para ficar. Capacitados, por meio de um programa especial, para reconhecer os caracteres das placas, os novos equipamentos podem ser utilizados para fiscalizar automóveis com o IPVA em atraso, furtados ou clonados. Caso seja constatada irregularidade, o sistema passa automaticamente a informação para o órgão de trânsito responsável. A Prefeitura de São Paulo adotou a nova tecnologia para fiscalizar com maior rigor o rodízio municipal de veículos: até 2006, serão instalados mais 122 radares e lombadas eletrônicas

que identificam a placa dos infratores.

Os radares OCR (Optical Character Recognition) têm se firmado como anova tendência no setor de monitoramento de trânsito. Também conhecidos como radares LAP (Leitura Automática de placas), eles são mais completos do que os aparelhos convencionais. O novo tipo de equipamento, que começou a ser utilizado mais intensamente no começo deste ano, tem uma amplitude maior de fiscalização: os radares LAP podem dizer, por exemplo, se o automóvel foi licenciado ou se é usado para transporte clandestino.

Equipamento capaz de identificar automaticamente veículos roubados ou com IPVA em atraso começa.

Composto por uma câmera, um computador e um software específico para a decodificação de caracteres, o equipamento possui um sistema que permite o reconhecimento instantâneo dos números e letras das placas dos veículos, por meio da imagem capturada pela câmera e congelada por dois segundos na tela do computador. A nova tecnologia foi criada com o intuito de tornar a fiscalização mais

rigorosa e precisa. O sistema permite a identificação instantânea dos veículos que passam por ele, possibilitando que as infrações, principalmente aquelas envolvendo irregularidades na documentação,

sejam constatadas com mais exatidão em um menor tempo. Entre as empresas associadas da Abramcet que já trabalham com esta tecnologia estão a Fiscaltech, Consladel, Consilux, DCT, Engebras, Polimpacto, NDC, Perkons, Pégasus, Pró-sinalização, Politran, Serget, Sitran/BH, Sitran/ DF e Dataprom. Os radares convencionais registram as infrações por processos externos, ou Em julho de 2005, entraram em funcionamento em São Paulo 25 radares LAP (Leitura Automática de Placas). Apelidados de “dedoduro”, os equipamentos foram adotados com a principal finalidade de fiscalizar motoristas que infringem o rodízio municipal de veículos, sistema criado para diminuir o fluxo e que restringe a circulação dos automóveis por um dia da semana nos horários de pico. Até 2006, a Prefeitura de São Paulo adotará mais 101 radares fixos, 76 deles com tecnologia LAP, e outras 53 lombadas eletrônicas, sendo que 21 delas farão, também, a leitura automática de placas. A CET/São Paulo prevê que até meados do próximo ano todos os equipamentos já estejam em funcionamento. “Os pontos ainda não foram definidos. Estamos fazendo um estudo técnico para averiguar onde há uma maior necessidade de fiscalização”, diz Roberto Kyono, gerente de operações da CET.

No começo, apenas quatro radares foram embarcados em veículos da CET/São Paulo para fazer a fiscalização. Os veículos possuíam uma câmera na parte da frente e um computador portátil na cabine, que registrava

as placas. Atualmente, os 25 radares LAP fiscalizam o rodízio municipal de veículos em 60 pontos da cidade. Esse número deve chegar a 300 quando os novos equipamentos estiverem operando. Mas não só os motoristas do Estado serão fiscalizados pelos novos equipamentos. Os motoristas de outros Estados, que antes circulavam livremente pela capital nos dias de rodízio também poderão ser autuados, uma vez que o Estado de São Paulo aderiu, no final de junho, ao Renainf (Registro Nacional de Autos de Infrações de Trânsito), sistema que permite a cobrança de multas cometidas mesmo fora do Estado de origem do veículo. De acordo com Kyono, a nova tecnologia vem auxiliar o trabalho dos marronzinhos, uma vez que o número de agentes é insuficiente para fiscalizar a maior frota do país, que conta com cerca de 28 milhões de veículos. Levantamento feito pela CET no mês de setembro, dentro do horário de pico da manhã, das 7h às 10h, mostrou que 313.874 veículos passaram pelos equipamentos OCR. Destes, 13.489 veículos estavam desrespeitando o rodízio paulistano. “Este é um número bruto. Ainda é preciso fazer uma análise prévia antes de enviar as autuações. Alguns veículos como táxis, ambulâncias, carros de polícia e automóveis de médicos podem circular mesmo em dia de rodízio”, diz Kyono. -:

Chegou para ficar

começa a ganhar espaço no Brasil

seja, um conjunto de laços magnéticos instalados na pista para verificação de velocidade ou avanço de sinal. Quando o veículo ultrapassa os limites de velocidade da via, o mecanismo é acionado e a imagem, congelada.

Já o OCR reconhece a presença do veículo por meio da imagem, decodifica a placa e identifica o veículo roubado, com documentação irregular ou que não esteja respeitando as normas do rodízio, além de fazer as funções de um aparelho convencional. “A vantagem do novo sistema é a precisão de informações e a otimização do tempo”, explica Roberto Kyono, gerente de operações da CET/São Paulo. A identificação da placa e a verificação de alguma irregularidade se dão automaticamente, sem que haja a necessidade de um técnico para ler a placa e consultar o banco de dados. O software recebe uma programação específica que possibilita ao radar fazer a fiscalização que convier aos órgãos de trânsito. Entre as diversas programações que o equipamento pode receber estão a fiscalização de veículos furtados, clonados, não licenciados ou com IPVA vencido; a identificação de automóveis com mandado judicial de busca e apreensão, utilizados para transporte clandestino ou envolvidos em crimes; além de calcular a dimensão e o fluxo de veículos nas vias, entre outras atividades. “O equipamento pode identificar, por exemplo, um caminhão que tenha enganchado embaixo de uma ponte e destruído parte de sua estrutura. Normalmente, o custo da manutenção é alto e, desta forma, o motorista pode ser responsabilizado”, diz Carlos França, gerente comercial da Pégasus, empresa que investiu cerca de R$ 500 mil em pesquisa, infra-estrutura e profissionais para desenvolver o equipamento. Outra vantagem dos novos equipamentos é sua multifuncionalidade. “Os radares LAP podem ser adaptados a outros equipamentos de monitoramento de trânsito como radares de velocidade, lombadas eletrônicas e avanço de sinal”, diz Sun Ming, gestor de trânsito da CET/São Paulo. A tecnologia do equipamento permite

que ele funcione 24 horas por dia. Durante a noite, é utilizado um dispositivo infravermelho que possibilita a captura de imagens a até 30 metros do equipamento. Além disso, possui uma capacidade

de armazenamento, nos modelos mais simples, de 20 mil imagens. Na tela ficam registrados caracteres da placa, que são utilizados para fiscalização, coleta de dados e cobranças eletrônicas. No caso do cruzamento de informações com um banco de dados de informações veiculares, é possível identificar o proprietário do veículo, ano de fabricação, marca, modelo, cor e demais características em tempo real, além de suas restrições.

Ao se constatar a irregularidade, o sistema passa, automaticamente, a informação para o órgão de trânsito responsável para que este confirme a infração e tome as providências necessárias.

A transmissão dos dados pode ser feita por satélite, cabo, wireless ou qualquer outro meio de comunicação disponível no local. “Usamos a infra-estrutura de telecomunicações disponível, ou ainda, implantamos sistemas de transmissão wifi (sem fio) para operar o sistema, quando necessário”, explica Newman Marques, diretor de tecnologia da Engebras, empresa fabricante dos equipamentos e que investiu, durante sete anos, em pesquisas de ponta para desenvolver o sistema. A cidade de São Paulo adotou o sistema para fiscalizar os veículos que infringiam o rodízio. Com a maior frota do país –aproximadamente 28 milhões de veículos – a nova administração do município passou a investir no monitoramento eletrônico para tornar a fiscalização mais rigorosa.

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7 pensamentos sobre “radar “inteligente” reforça fiscalização

  1. tambem fui premiado com este radar.um descaso para vc conseguir retirar seu carro do patio. é lamentavel como o cidadao e tratado nestes locais que se diz do governo. repito é lamentavel.

  2. Trata-se de mais uma constatação da existência da criação de dificuldades para vender facilidades, além do absurdo de multar, apreender e estabelecer valores altíssimos sobre uma ppopulação que não tem chances de pagar seus débitos junto ao governo, porque este por sua vez, não oferece mecanismos de pagamento facilitado.
    O governo do estado pode adotar o mesmo procedimento que as prefeituras adotam com o iptu, parcelam em 10 meses, isso facilitaria muito e incentivaria muitas pessoas a pagar seu ipva e licenciar seus veículos. Muitos não pagam porque não podem fazê-lo em 3 parcelas, mas em 10 vezes ajudaria bastante. Garanto que a inadimplência neste setor cairia expresivamente.

  3. Esse governo de merda em vez de tratar da população que não tem moradia, que não tem emprego que falta tanta coisa pra ser um cidadão digno, eles inventam esses radares pra arrecardar mais dinheiro pra eles enfiarem no bolso, ideias pra roubar a população eles tem e muita agora pra ajudar esses fdp não tem nenhuma……

  4. e sempre assim sempre aparece esses ladrões pra enfiar a mão no bolso da população…por isso que esse pais e de 3 mundo numca vai sair disso enquanto tiver esses governantes que so querem se dar bem vai ser isso mesmo…..uma merda

  5. Se o IPVA nao fosse tão caro no Brasil se os politicos corruptos nao roubassem tanto se os pedagios onde um bem publico(rodovias) nao tivessem sido privatizado nao precisaria dessa mafia de multa no Brasil parabens por criar mais uma forma de roubar os cidadãos de bens

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