Dona Maria Carlos.

Acabo de chegar de um culto na igreja presbiteriana da lapa, onde estavam presentes Gerson Borges cantando e Ricardo Agreste Palestrando. Esse segundo, um homem muito usado por Deus falou de forma fascinante. Não sei se pelo fato de estar muito recente mas foi inevitável não lembrar de minha querida vózinha que partiu pra os braços do pai a quatro dias atrás. O sermão foi pautado em 2º Timóteo 4:7 onde diz: Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Ok, mas qual a ligação entre esse versículos e minha vó?

Vamos La.

 

 

Cleoci e Dona Maria Carlos

 

Dona Maria Carlos, velha matriarca de minha família foi esposa inseparável de seu Eliseu. Casal que viveu notoriamente feliz durante felizes 62 anos, coisa raríssima nos dias de hoje. Posso dizer que tenho o privilégio de ser neto desse lindo casal. Fui testemunha do mais genuíno amor entre esses dois, amor que só é visto nos contos românticos, não me cansava de colocar na televisão um DVD pra minha vó assistir onde tinha meu vô todo garboso e quando ele aparecia na tela eu apertava o “pause” pra ela ficar admirando cheia de saudade o véio dela que tinha ficado la no Ceará resolvendo umas coisas e não pode vim com ela. Era lindo de ver a cena, ela admirada com o namoradinho dela. Tive o privilégio de estar ao lado dela em seus últimos dias, dias felizes que vivi com ela. minha filha tembem teve esse privilégio, sua bisneta Mariana que a incentivava nas ginásticas pra melhorar nas articulações, dizia ela: vamos vó Maria, larga essa bengala e vamos treinar… Coitada da minha vó, Mariana não dava sossego botava a velinha pra suar. Minha filha Mariana encontrou nela uma grande amiga, amiga essa que serviu de aluna, Mariana com a desculpa de que iria reensinar a vó a ler e escrever, minha vó, com as mãos tremula copiava toda a lição passada por Mariana, e assistia com atenção às aulas dada por minha filha. Sentia muita falta quando a “professora” não aparecia pra dar aula. Dona Maria Carlos, nunca cursou faculdade nem mesmo os ensinos fundamentais creio que tenha concluído, mas não se pode negar que deixou um grande legado. Um legado que tenho certeza será passado por varias gerações, um legado de muito amor, união entre a família, amor ao próximo, altruísmo. Nunca, em todo o tempo que convivi com minha vó eu a vi brava com alguém ou nervosa com alguma coisa, dizem que depois que morre todo mundo vira santo, mas aqui não é o caso, minha vó já era uma santa mesmo em vida, nunca conheci uma pessoa que não gostasse dela. Era impossível não se apaixonar logo de cara por aquela “véinha”. Também por outro lado nunca à vi falar mal de ninguém por pior que fosse o sujeito, ela sempre dava um jeito de enxergar um lado bom no dito cujo.   

 

E esse é só um breve resumo do que Foi Dona Maria Carlos.

Uma “véinha” que

 

-combateu o bom combate

Pois nunca se meteu em nada que não valesse realmente a pena. Não perdia seu tempo com por menores ou disse me disse. Era muito sensata e as vezes ingênua. Mas sabia quais combates combater.

 

– Acabou a carreira

 

E acabou de forma brilhante, aplaudida de pé por todos os de sua família e pelos amigos. Que tem nela um grande exemplo a ser seguido. 

 

-E guardou a fé.

 

Disto eu Cleoci Pinheiro sou testemunha e dou fé, pois em seu ultimo dia de vida Dona Maria tinha convicção de sua salvação pois jamais em sua longa vida perdera a fé em seu salvador Jesus Cristo.

 

Essa que tentei descrever sob muitas lagrimas de saudades foi minha vó Dona Maria Carlos.

 

A melhor vó do mundo.

 

Seja Feliz…

 

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8 pensamentos sobre “Dona Maria Carlos.

  1. Aff Cleoci… só quem tem a oportunidade de viver com vó sabe do que você fala ai no texto… to aqui embaraçada com as lágrimas. Moro também com a minha vozinha, D. Lídia. Ela dorme no mesmo quarto que eu. Tenho a impressão de que por sua fé é que Deus tem me guardado todos os dias, por isso a primeira coisa que faço todos os dias é olhar pra ela e agradecer por tamanho amor gratuito. Deus vos console.
    Sarah

  2. Cleoci, vc mais que todos mundo tem propriedade para dizer pois passou os últimos dois dias lá no hospital auxiliando ela em tudo, foi a última pessoa que nossa vó conversou, vc ficou mais de 30 horas acordado com a correria do velório. Cara que Deus continue te abençoando.

  3. Realmente, quem teve a oportunidade de conhecer a Dona Maria sabe exatamente do que vc está falando. Graças a Deus eu tive esse privilegio, alem de conhecer e poder chama-lá de Vó e ela me chamava de minha neguinha tivemos um elo muito forte, o que me deixava mais impressionada era o AMOR que ela sentia pelo vo…um lindo e verdadeiro amor. Dona Maria foi pra mim uma vó que nunca tive e será muito lembrada por mim e por todos dessa maravilhosa familia que hj estou convivendo.

  4. Nossaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa… que lindo!!!!
    Apesar de conhece-la pouco, mas sei q o que vc escreveu é verdade, pq minha mãe falava dela. E que lindo os 62anos de casada, isso é uma dadíva de Deus.Mas nos sabemos que nossas lagrima vão existir, pq somos humanos, mas sabemos q ela está super bem e agradecemos a Deus.
    Força cebola, Judith e toda familia!!!!

  5. Migo do céu…q coisa linda…

    Esse relato emocionado me faz perceber que parte de sua grandeza é hereditária, pelo jeito, né…

    Que o melhor consolador vos acompanhe…

    bjo carinhoso no coração!!

  6. Migo,
    Sem palavras…ficou lindo esse texto heim!!!
    VC consegui fazer com q o leitor se envolva na história…apesar de ser um fato q dói…a perca…porpem vc passou uma ótima mensagem…parabéns! bjs
    TE amodoro…

  7. Pingback: Borges e Agreste na IPB da Lapa « Blog Alex Fajardo

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