No banco dos réus

No banco dos réus, esse foi o lugar onde eu fui parar depois daquela madrugada fatídica em que o papo fluía aos trancos e barrancos entre eu, um amigo e mais duas amigas, depois de um filme ruim onde a falta de algo etílico pra molhar as palavras era notória até pra mim que não bebo, essa falta de cachaça tornavam as coisas ainda mais difíceis. Ainda era cedo e a noite de sexta–feira estava acabando e a madrugada de sábado dava o ar da graça. Eu percebendo que a coisa não tava fluindo, resolvo apimentar lançando ganchos pra papos mais calientes, a dona da casa, que de santa só tinha a carinha, logo decodifica a malicia em minhas palavras e entra no clima dando vazão aos papos mais picantes. Mas eu, safado como sempre, e com uma mente completamente poluída por anos de perversão só pensava em deixar todo mundo pelado dentro daquela casa, então sugiro um jogo de palitinho onde o ganhador teria seus desejos realizados seja ele qual fosse, essa foi a melhor saída, pois ninguém tava a fim de ir embora, apesar de já ser um pouco tarde sabíamos que ainda era cedo para nós, e ainda faltava o gran finale e alem de tudo a noite era uma criança, começamos então na brincadeira onde adivinhe, fui o primeiro a me dar mal, uma das garotas que nunca tinha jogado palitinho na vida toma posse da bem dita sorte de principiante e me ferra, me mandando tirar a roupa num estripe pra todos, quem foi mesmo o filho da mãe que propôs esse jogo em? blz como diz o meu amigo que também tava na bagunça: o combinado não sai caro.
Apesar do clima já esta um pouco mais ameno, ainda e notória a falta de álcool no ambiente, onde foi mesmo que deixei aquela paranga em? Pensei eu com meus botões…
Depois de eu não cumprir o desejo da vencedora, e de muita embromação da minha parte, cada um toma seu rumo dentro da pequena casa meu amigo vai com a morena cara-de-santa pra um lado, e eu fico só, com a vencedora no quarto onde ela me encosta num canto e me intima:
-Quero meu premio
Eu, como bom pagador que sou, me vejo encurralado, pois tinha plena consciência de que não tinha em minhas mãos uma mulher e sim uma moça querendo deixar de ser moça. Ai meu Deus o que é que eu faço agora? Cabe aqui uma explicação. Pois não sou de deixar ninguém falando, mas nesse caso é diferente, ela era virgem e eu não era bem o que podia se chamar de “o melhor cara do mundo pra uma primeira noite”. Esse sempre foi um principio meu “deixar as moças moça”. Mas resolvi que não era hora de ficar com grilos e lá fui eu cumprir meu papel de homem. Não, realmente não era bem isso que eu tinha em mente tentei me colocar no lugar dela e reuni ali em minha mente todas as histórias de primeira vez que já tinha ouvido nessa minha vida e tentei não fazer nada de grotesco que tinha ouvido nos relatos das mulheres que passaram pela mesma situação, enfim tentei proporcionar uma boa primeira vez a ex-moça.

No dia seguinte.

Ai foi que o bicho pegou, lá estava eu sentado no banco dos réus acusado pela minha própria consciência que apontava o dedo em minha cara e me fazia lembrar da noite anterior, me fazia lembrar daquela mancha vermelha no colchão o sangue derramado de uma virgem, eu tinha que prestar contas daquele sangue, passei o dia inteiro sendo torturado por meus pensamentos quando finalmente por e-mail recebo meu habeas-corpus que foi digitado por minha própria vitima. O no e-mail ela dizia:

“Oi gato tudo bem??? Nossa sessão de vídeo de sexta pra sábado entrou pra historia rs… Ouvindo tu falar de vc mesmo na madrugada desse sábado,confesso que vc me despertou muita curiosidade…minha cabeça foi a mil…. E as coisas tomaram o rumo do que eu realmente estava afim….. É bem verdade que houve um tempo que eu dizia q comigo rolaria só casada,mas dai o tempo passou e cheguei a pensar q isso ja nao tinha tanta importância,então qdo de repente eu namorasse (num relacionamento serio )onde estivesse só eu e a pessoa…. E nada foi como imaginei,,sem eu menos esperar,na casa de uma amiga e praticamente “ao lado de dois amigos”e com vc q tinha ficado uma única vez… O bom de tudo é que posso dizer que foi melhor do que eu imaginava… Embora eu estivesse com algumas preocupações e tensa como vc mesmo percebeu..eu estava certa de que naquele momento eu estava com vontade de vc,e que eu estava pronta pra me tornar uma mulher…Também ouço muitas dizerem q a primeira vez foi ruim …mas como nao sou muitas,nem a maioria ,com cada uma acontece de um jeito e EU SOU EU,posso dizer que gostei muito e que foi muito legal….Desculpa ai pelo trabalho que te dei,e valeu por ter sido tão paciente….rsBom demais ter passado por essa experiência com vc…VALEU MESMO POR ME FAZER MULHER…
Assinado uma nova mulher. ”

Acho que nunca um e-mail tinha tirado tanto peso de cima de minhas costas
Mas nesse e-mail também fiquei sabendo que minhas historias tinha despertado interesses escusos em minhas ouvintes.

Mas todos esses interesses seriam revelados num outro fim de semana em que nada deu certo, mas tudo que deu errado foi melhor. Mas só que isso é assutnto pra um próximo post pois já esta tarde e eu tenho que ir dormi
Beijos pra todos, fui…

Cleoci Pinheiro

Um pensamento sobre “No banco dos réus

  1. Acho que já te disse isso, vc ta “enquadrado” em Romanos, 1:21-32 .. principalmente no versiculo 28 e 32 ….
    O meu problema é que não quero cair no próximo capítulo de Romanos, o 2º que diz sobre julgar os outros. ainda bem que temos romanos 3.22 em diante

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